Perícia técnica define desfecho do julgamento em Cuiabá
O Tribunal do Júri de Cuiabá concluiu, nesta terça-feira (23), o julgamento de Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, bióloga envolvida no atropelamento que resultou na morte de dois jovens e deixou uma terceira pessoa gravemente ferida em dezembro de 2018. O Conselho de Sentença afastou a tese de dolo eventual, caracterizando o episódio como crime culposo, quando não há a intenção deliberada de matar.
A sentença imposta à ré foi de seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto. Além da pena privativa de liberdade, a Justiça determinou a suspensão do direito de dirigir da bióloga. O caso, que gerou grande repercussão na capital mato-grossense, foi decidido com base em laudos periciais que detalharam a dinâmica do acidente na Avenida Isaac Póvoas.
Velocidade e dinâmica do acidente
Um dos pontos centrais que fundamentaram a decisão dos jurados foi a análise técnica da velocidade do veículo. Segundo a perícia oficial, o carro conduzido por Rafaela Screnci trafegava a aproximadamente 54 km/h no momento do impacto. O registro está abaixo do limite de 60 km/h permitido para a via, o que foi determinante para a exclusão do dolo eventual.
A defesa da ré também apresentou exames médicos realizados logo após o ocorrido para sustentar que a condutora não apresentava embriaguez clínica, apesar de ter havido o consumo de bebida alcoólica. O comportamento das vítimas também foi levado em consideração pelo corpo de jurados durante a análise dos fatos.
Contexto da fatalidade na Avenida Isaac Póvoas
O acidente ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2018, logo após os jovens deixarem a casa noturna Valley Pub. De acordo com a reconstrução da cena, as vítimas realizavam a travessia da pista fora da faixa de segurança. Os relatórios periciais apontaram que uma das pessoas permaneceu parada sobre a via, o que teria impossibilitado qualquer manobra evasiva por parte da motorista.
As vítimas fatais foram Myllena Lacerda Inocêncio, que faleceu no local, e Ramon Alcides, que não resistiu aos ferimentos dias após o atropelamento. A terceira jovem envolvida, Hya Girotto, sobreviveu após um período de três semanas de internação hospitalar. Logo após o fato, a bióloga chegou a ser presa em flagrante, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade mediante o pagamento de fiança.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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