Bruno Felipe / Com informações SECOM

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Diante das incertezas impostas pelo próprio presidente do Brasil em relação a compra e distribuição de vacinas contra a covid-19, o governador Mauro Mendes garantiu nesta semana que o estado Mato Grosso receberá o primeiro lote de vacinas contra a covid-19 em janeiro de 2021. Segundo as informações repassadas pela assessoria de comunicação do Governo do Estado, a informação foi oficializada pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, durante reunião por videoconferência na tarde de ontem terça-feira (20.10). “Em janeiro, o Ministério vai ter disponível para mandar aos estados brasileiros em torno de 46 milhões de doses. Em fevereiro, um novo lote, e no primeiro semestre teremos outras entregas das diversas empresas que estão produzindo a vacina”, relatou Mauro Mendes. Durante a reunião, que contou com a maioria dos governadores, as empresas que têm desenvolvido a vacina atualizaram os cronogramas, capacidade de produção e o estágio de desenvolvimento das vacinas. Conforme o ministro, ficou acertado que as primeiras 46 milhões de doses serão da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac. A distribuição a todos os estados ocorrerá em janeiro de 2021. Serão distribuídas outras 15 milhões de doses em fevereiro e mais 40 milhões em junho. Já no segundo semestre do próximo ano, a previsão é que sejam disponibilizadas mais 165 milhões de doses da vacina desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e Fiocruz. De acordo com o ministro Pazuello, os primeiros a receberem as doses serão os profissionais da Saúde e as pessoas que se enquadram nos grupos de risco. Em seguida, toda a população será vacinada gratuitamente por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI). Nesta quarta-feira, dia 21, o presidente Jair Bolsonaro disse que os processos de compra de qualquer vacina contra a covid-19 estão descartados. A declaração foi dada após o presidente visitar a instalações da Marinha em Iperó (SP). “Toda e qualquer vacina está descartada. Tem que ter uma validade da Saúde e uma certificação por parte da Anvisa também”, disse ele. De acordo com o portal UOL, o presidente ainda teria afirmado que ordenou o cancelamento do acordo feito pelo Ministério da Saúde com o governo de São Paulo para aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan (SP) para combater o novo coronavírus. |
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