O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, confirmou que estuda a possibilidade de concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. Segundo o gestor, a decisão ainda depende de conversas com a família, amigos próximos e integrantes de seu grupo político.
“Meu foco neste momento é a educação. Iniciamos o ano letivo e estamos finalizando vários projetos importantes. Até abril vamos avaliar”, declarou. Para disputar o pleito, Porto precisará se desincompatibilizar do cargo até 3 de abril, prazo estabelecido pela legislação eleitoral para ocupantes de postos no primeiro escalão do Executivo que desejam ingressar na disputa.
Republicanos no radar
Nos bastidores, a expectativa é de que o secretário se filie ao Republicanos, legenda comandada no Estado pelo vice-governador Otaviano Pivetta. Pivetta é apontado como pré-candidato ao governo do Estado e pode assumir o comando do Palácio Paiaguás em abril, caso o governador Mauro Mendes (União Brasil) oficialize renúncia para concorrer ao Senado.
Aliados afirmam que Porto já começou a organizar uma equipe preliminar de campanha, sinalizando avanço nas articulações. Questionado sobre as negociações, ele evitou confirmar: “Questões políticas seguem um calendário. Não descarto nenhuma possibilidade”.
Saídas previstas no secretariado
A possível candidatura de Alan Porto não é a única mudança esperada na equipe do governo estadual. Também devem deixar seus cargos para disputar as eleições:
- Fábio Garcia (Casa Civil), deputado federal licenciado;
- Allan Kardec (Ciência e Tecnologia), ex-deputado estadual;
- Coronel Roveri (Segurança Pública);
- Gilberto Figueiredo (Saúde);
- Leonardo Albuquerque (Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília).
A saída em bloco reforça o movimento de secretários e dirigentes que pretendem ocupar espaços na próxima legislatura do Parlamento estadual ou em outros cargos eletivos.
Permanência condicionada
Enquanto avalia o futuro político, Porto ressalta a prioridade das ações na Secretaria de Educação, como a implementação de novos programas pedagógicos e a conclusão de obras em unidades escolares. “Temos metas definidas para ampliar resultados de aprendizagem e melhorar a infraestrutura. Qualquer passo político será tomado somente após garantir a continuidade desses projetos”, assegurou.
Até o prazo final de desincompatibilização, o secretário deve intensificar conversas internas, medir apoios e definir se o cenário é favorável para oficializar a pré-candidatura. Caso opte pela disputa, a campanha terá pouco mais de seis meses até as convenções partidárias do segundo semestre.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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