A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, esposa do ex-governador e atual presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, reforçou publicamente o compromisso de seu marido com a reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em declarações contundentes, Virgínia rechaçou as pressões exercidas pelo clã Campos, de Várzea Grande, liderado pelos irmãos Júlio e Jayme Campos, que buscam a indicação de Jayme como pré-candidato ao Palácio Paiaguás pelo partido.
A manifestação de Virgínia Mendes ocorre em um cenário de intensa disputa interna no União Brasil, onde a base aliada enfrenta uma crise devido à divergência sobre o apoio à sucessão governamental. Enquanto os Campos exigem que o partido feche questão em torno da pré-candidatura de Jayme, Mauro Mendes mantém sua posição de apoiar Pivetta, detonando um embate político que tem sido publicamente ventilado.
Fidelidade e a voz do eleitor
Questionada sobre as críticas de Júlio Campos, que acusou a ala palaciana de agir de forma “imperadora” dentro do União Brasil, Virgínia Mendes não hesitou em responder. Ela enfatizou a importância da lealdade nos acordos políticos, enviando uma mensagem direta sobre a postura de seu grupo.
“O Mauro tem compromisso com o governo [Pivetta] e a gente não pode ser traíra. Uma coisa que a gente nunca foi é falar uma coisa e fazer outra”, declarou Virgínia, sublinhando a integridade e a coerência nas ações políticas de seu marido. A fala da ex-primeira-dama reforça a ideia de que a palavra dada por Mauro Mendes a Pivetta é inegociável.
Ironia sobre o poder de decisão
Em relação às reclamações de Júlio Campos sobre supostos vetos nas articulações partidárias, Virgínia Mendes adotou um tom irônico, desviando a responsabilidade da escolha final para o eleitorado. Ela minimizou a influência das negociações internas ao destacar o papel soberano da população.
“Quem elege não é o Mauro, é o povo. Se ele passar na convenção, tem que ser eleito pelo povo”, afirmou Virgínia, sugerindo que, independentemente das disputas partidárias, a decisão final sobre quem ocupará o cargo de governador cabe aos eleitores. A declaração serve como um lembrete de que o poder de voto transcende as convenções e acordos de bastidores.
O cenário político em Mato Grosso segue aquecido, com as declarações de Virgínia Mendes adicionando mais um capítulo à “lavagem de roupa suja” que tem marcado as relações dentro do União Brasil. A defesa enfática da lealdade a Otaviano Pivetta e a crítica velada ao clã Campos evidenciam a complexidade das alianças e o peso dos compromissos assumidos na política estadual. Para mais informações sobre o partido, visite o site oficial do União Brasil.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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