Repercussão política sobre a decisão judicial
O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), manifestou forte repúdio à decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em março de 2021. Na condição de presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Cuiabá, o parlamentar utilizou suas redes sociais para questionar a postura da magistrada Elizabeth Machado Louro, responsável pelo caso, alegando que a sentença teria sido influenciada por um viés ideológico feminista.
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Ranalli afirmou que a decisão causou indignação na sociedade brasileira. O parlamentar declarou que a Justiça teria utilizado bandeiras progressistas para fundamentar o perdão, classificando o desfecho como um exemplo de impunidade. O vereador reforçou que, em sua posição institucional, espera que o entendimento adotado no julgamento seja revisto para que, segundo ele, seja feita justiça pela criança.
Contexto do crime e condenações
O assassinato de Henry Borel, de 4 anos, ocorreu em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro, gerando comoção nacional devido à brutalidade das lesões encontradas na vítima. Após 11 dias de julgamento, que culminou na madrugada da última quinta-feira (4), o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a mais de 43 anos de prisão pelo homicídio.
Monique Medeiros, que respondia por omissão, teve a acusação de homicídio por omissão desclassificada para homicídio culposo, modalidade em que não há a intenção de matar. A Justiça fixou a pena em um ano e quatro meses de detenção. Como ela já havia cumprido esse período durante o processo, a juíza concedeu o perdão judicial e determinou sua liberdade imediata.
Críticas à magistrada e histórico do caso
As críticas de Ranalli também se baseiam em declarações anteriores da juíza Elizabeth Machado Louro. Em entrevistas concedidas anos antes do desfecho do júri, a magistrada havia pontuado que a sociedade tende a responsabilizar a mãe da vítima de forma mais severa do que o padrasto, citando a existência de uma estrutura patriarcal. Para o vereador, tais posicionamentos teriam influenciado a condução do processo.
O caso ganhou contornos dramáticos quando a perícia revelou que o menino chegou ao hospital, na Barra da Tijuca, já sem vida, apresentando 23 lesões pelo corpo, incluindo hemorragia interna e laceração no fígado. Investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, baseadas em mensagens recuperadas do celular de Monique, indicaram que a babá da criança relatava em tempo real as agressões cometidas por Jairinho, confirmando que a mãe tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho antes da morte.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Repórter MT
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