Professoras e alunas de universidades e institutos federais, vinculados ao Ministério da Educação (MEC), foram reconhecidas na última quinta-feira, 5 de março, durante a cerimônia do 2º Prêmio Mulheres e Ciência. A honraria tem como objetivo valorizar e promover a significativa contribuição feminina para o progresso da ciência, da inovação e da tecnologia no Brasil.
A premiação é fruto de uma colaboração entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o British Council Brasil, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, e os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Mulheres.
Categorias e Critérios de Avaliação
O Prêmio Mulheres e Ciência distribuiu reconhecimentos em quatro distintas categorias. A categoria Incentivo foi direcionada a jovens mulheres com idades entre 15 e 29 anos, participantes do programa Asas para o Futuro. Para pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010, a categoria foi Estímulo. Já a categoria Trajetória homenageou pesquisadoras com doutorado finalizado até 2009. Por fim, o Mérito Institucional premiou instituições de ensino superior ou de pesquisa que implementaram planos de ação estratégicos para a indução de políticas de igualdade de gênero.
A Visão da CAPES sobre a Participação Feminina
Denise Pires, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia ligada ao MEC, marcou presença na cerimônia e congratulou as vencedoras por suas carreiras na pesquisa. Pires sublinhou a histórica subvalorização da atuação feminina na ciência, exemplificada pela disparidade salarial em comparação com os homens, e reforçou a necessidade de intensificar o debate sobre o tema.
Segundo a presidente, o Brasil ocupa o terceiro lugar global em presença feminina entre pesquisadores, sendo superado apenas por Portugal, que lidera, e pela Argentina, em segundo. Embora o Brasil ainda não tenha alcançado a marca de 50% de pesquisadoras, a igualdade de gênero mostra avanços significativos no âmbito da pós-graduação, onde mulheres já representam a maioria, com uma média de 55% entre mestrandas e doutorandas. Pires finalizou sua fala incentivando as mulheres que iniciam na pesquisa, reconhecendo os desafios da área.
Destaques e Premiadas em Cada Categoria
Categoria Incentivo
Nesta categoria, voltada para alunas do ensino médio, Lara Dourado Borges, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), conquistou o primeiro lugar. A segunda posição foi para Raíssa da Luz Rangel, do Instituto Federal da Bahia (Ifba), e a terceira para Laíza Bride, do Sesi – Departamento Regional do Espírito Santo. As jovens receberam um incentivo financeiro de R$ 5 mil, um certificado e passagens aéreas para participar de um congresso científico em território nacional.
Categoria Estímulo
Na categoria Estímulo, a pesquisadora Letícia Couto Garcia, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi a vencedora na área de Ciências da Vida. Na área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, o destaque foi para Rita de Cássia dos Anjos, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, a pesquisadora e professora Gabriela Lotta, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi a premiada. Cada uma recebeu R$ 20 mil, certificado, passagens aéreas e até seis diárias para participação em congresso científico, tanto no Brasil quanto no exterior.
Categoria Trajetória
A professora e pesquisadora Liliam Cristina Barros Cohen, da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi agraciada na área de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Na área de Ciências Exatas e da Terra, e Engenharias, o prêmio foi para Teresa Bernarda Ludermir, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Já em Ciências da Vida, a vencedora foi Deborah Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As pesquisadoras foram premiadas com R$ 40 mil, certificado e a oportunidade de realizar uma missão ao Reino Unido, focada na discussão de políticas de educação superior e ciência.
Categoria Mérito Institucional
As instituições de destaque nesta categoria foram a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), respectivamente. Cada uma delas foi contemplada com R$ 50 mil, a serem investidos em ações propostas em seus planos de ação submetidos, além de certificado e uma imersão para desenvolvimento de capacidades, sob a chancela do British Council.
Criação e Impacto do Prêmio
O Prêmio Mulheres e Ciência foi formalmente instituído pelo CNPq através da Portaria nº 1.965/2024, com o propósito de incentivar a participação feminina no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O CNPq tem um histórico pioneiro na concessão de prêmios no Brasil, desde a década de 1970. Esses reconhecimentos desempenham um papel crucial na divulgação e valorização dos avanços científicos e tecnológicos do país, em colaboração com entidades parceiras dos setores público e privado.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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