A Justiça de Mato Grosso concedeu o benefício da prisão domiciliar a uma influenciadora digital que havia sido detida na última quinta-feira, 5 de outubro, na cidade de Alta Floresta. A decisão foi anunciada após uma audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 6 de outubro. A investigada é acusada de envolvimento em um complexo esquema de lavagem de dinheiro, que teria movimentado cerca de R$ 20 milhões. Esses valores são supostamente provenientes de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas e à atuação de uma facção criminosa que opera na região.
A concessão da prisão domiciliar foi motivada pela condição de saúde da influenciadora. Conforme apontado pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, a mulher é gestante e também mãe de uma criança menor de idade. O magistrado considerou esses fatores como determinantes ao proferir sua decisão durante a audiência de custódia, garantindo que a detida aguarde o prosseguimento do processo em sua residência.
Operação Showndown e Ligações Familiares
A prisão da influenciadora digital é um dos desdobramentos da Operação Showndown, uma ação deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. O objetivo da operação é combater e desarticular a estrutura financeira de grupos criminosos envolvidos com o tráfico. A investigada é identificada como filha de Angélica Saraiva de Sá, conhecida no submundo do crime como “Angeliquinha”. Angélica, por sua vez, é apontada como a líder da facção criminosa em questão e, atualmente, encontra-se foragida das autoridades policiais e judiciais.
Prisões Preventivas Mantidas e Medidas Cautelares
Enquanto a influenciadora obteve a prisão domiciliar, outras duas pessoas ligadas a ela, que também foram detidas durante a Operação Showndown, tiveram suas prisões preventivas mantidas pela Justiça. São eles o namorado da influenciadora e seu avô, que permanecerão sob custódia, conforme decisão judicial proferida na mesma audiência.
Para a manutenção da prisão domiciliar, a influenciadora deverá cumprir rigorosas determinações impostas pela Justiça. Estas incluem a obrigação de comparecer a todos os atos processuais sempre que solicitada, a necessidade de manter seus contatos telefônicos e endereço residencial sempre atualizados junto às autoridades, o uso contínuo de um monitoramento eletrônico, como uma tornozeleira, e a suspensão imediata de seu passaporte, medida que a impede de realizar viagens internacionais.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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