Tribunal mantém prisão preventiva de acusado
O desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), indeferiu um pedido de habeas corpus em favor de Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello. O médico, de 29 anos, está preso preventivamente desde 5 de maio de 2025, acusado de assassinar a namorada, uma adolescente de 15 anos, com um disparo de arma de fogo na nuca em Guarantã do Norte.
A decisão, publicada em 2 de junho, extinguiu o processo sem análise de mérito. Segundo o magistrado, a defesa não apresentou documentos essenciais, como a decisão que decretou a prisão preventiva ou provas de eventuais irregularidades no estabelecimento prisional, o que inviabilizou a verificação de ilegalidades na custódia.
Argumentos da defesa e posicionamento judicial
No pedido, a defesa sustentou que o médico possui condições pessoais favoráveis, como residência fixa e ocupação lícita, e alegou excesso de prazo na manutenção da prisão. Os advogados argumentaram que não haveria mais os requisitos que justificaram a medida cautelar, solicitando a soltura imediata ou a aplicação de medidas alternativas ao cárcere.
O desembargador, contudo, reforçou que o habeas corpus exige prova pré-constituída. Ao não anexar os documentos necessários, a defesa falhou em instruir o processo adequadamente, impedindo o Tribunal de suprir a deficiência técnica. O acusado já havia sido pronunciado anteriormente para enfrentar o Tribunal do Júri.
Relembre o caso e a confissão
O crime ocorreu na madrugada de 3 de maio do ano passado. Inicialmente, o médico alegou que a adolescente teria cometido suicídio. Ele próprio a conduziu ao hospital da cidade, onde, após a confirmação do óbito, chegou a apresentar um comportamento descontrolado, tentando danificar as instalações da unidade de saúde.
Entretanto, as investigações da Polícia Civil, corroboradas por uma reconstituição do crime, desmentiram a versão do acusado. Em depoimento, Bruno Felisberto confessou que, enquanto estavam no veículo, pegou a arma — acreditando que estaria desmuniciada — e disparou contra a cabeça da vítima. O caso é tratado como feminicídio qualificado.
Crimes imputados ao réu
Além da acusação de feminicídio, o médico responde por uma série de outros delitos graves. Entre as acusações que pesam contra ele estão o fornecimento de bebida alcoólica para menor de idade, a entrega da direção de veículo a pessoa não habilitada e o porte ilegal de arma de fogo. O processo segue tramitando no Poder Judiciário de Mato Grosso.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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