A equipe da Força Tática, pertencente ao 9º Comando Regional da Polícia Militar, realizou na última terça-feira, dia 10, uma importante operação no Setor Industrial de Alta Floresta. A ação resultou na apreensão de um veículo identificado como clonado e na detenção de seu condutor, um homem de 39 anos. O automóvel em questão, um Fiat Palio de cor cinza escuro, possuía registro de queixa de roubo, que havia sido efetuada no estado de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência detalhado pela corporação, a equipe policial estava em patrulhamento tático de rotina pela área, conhecida por seu fluxo veicular intenso. Foi durante essa ronda que os agentes avistaram o Fiat Palio, notando sua placa com a numeração OLW-1C64. Essa identificação chamou a atenção dos policiais, pois a numeração do veículo correspondia a dados previamente levantados por serviços de inteligência da polícia. As informações indicavam a possível circulação de um carro com características de clonagem no perímetro urbano de Alta Floresta. Com a suspeita confirmada pela placa, os militares agiram prontamente, realizando a interceptação do automóvel e a subsequente abordagem do homem que o conduzia.
Durante o interrogatório preliminar, conduzido no próprio local da abordagem, o condutor forneceu sua versão dos fatos. Ele alegou ter adquirido o Fiat Palio há aproximadamente seis meses, explicando que a negociação ocorreu com um terceiro indivíduo. Segundo o depoimento do suspeito, a compra envolveu a entrega de um veículo modelo Vectra, cuja documentação estava regularizada, além do pagamento de uma quantia em dinheiro no valor de R$ 6.000,00. O homem afirmou ainda que, desde a conclusão da compra, vinha insistentemente cobrando do vendedor a documentação necessária para a transferência de propriedade do Palio. Contudo, recebia sempre a mesma resposta: a regularização dependia da presença de uma terceira pessoa para efetuar os trâmites burocráticos.
A inspeção técnica do veículo, efetuada no local pelos policiais da Força Tática, foi crucial para confirmar as suspeitas. Durante a análise minuciosa, os agentes identificaram inconsistências evidentes. Verificou-se uma clara divergência entre o número do chassi que estava gravado nos vidros do carro e a numeração que, por padrão, deveria estar marcada na estrutura do próprio chassi do automóvel. Essa disparidade técnica é um forte indicativo de adulteração e reforça a natureza de veículo clonado, corroborando a queixa de roubo original e a inteligência policial.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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