A edição de 2026 da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol terá seu pontapé inicial nesta quinta-feira (12) em Cuiabá. O confronto inaugural será entre Mixto e Flamengo, com início programado para as 21h (horário de Brasília) — 20h no horário local —, no Estádio Eurico Gaspar Dutra, conhecido como Dutrinha. A partida será transmitida ao vivo pela TV Brasil.
Mixto Retorna à Elite Após 11 Anos
A equipe da casa, o Mixto, retorna à elite do Brasileirão Feminino após um hiato de 11 anos, marcando sua terceira participação na história da competição. As Tigresas, como são conhecidas, garantiram uma das vagas disponíveis após o encerramento dos departamentos de futebol feminino de Real Brasília e Fortaleza. A equipe havia sido eliminada nas quartas de final da Série A2 em 2025. O elenco do Mixto para a temporada de 2026 aposta na experiência, com reforços notáveis como a goleira Thaís Helena, de 38 anos, ex-Atlético-MG e vice-campeã mundial com a seleção brasileira em 2007. Outra contratação importante é a meia paraguaia Fany Gauto, de 31 anos, que traz consigo passagens por clubes como Ferroviária e Internacional. A equipe é comandada por Adilson Galdino, técnico tricampeão da Libertadores pelo São José e que também levou o time paulista à conquista do Mundial de Clubes no Japão em 2014, torneio que não possui chancela da Fifa.
Flamengo Busca Título com Nova Estratégia
Do outro lado, o Flamengo entra em sua 12ª participação no Campeonato Brasileiro Feminino, consolidando-se como o segundo clube com mais presenças na competição nacional, que é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2013, ficando atrás apenas da Ferroviária. As Meninas da Gávea detêm o feito de serem a única equipe de fora do estado de São Paulo a já ter conquistado o título, em 2016. Para a temporada de 2025, o clube carioca redefiniu sua estratégia, optando por uma redução nos investimentos na modalidade e um maior foco no aproveitamento de atletas da base. Apesar das mudanças, o Flamengo manteve suas principais atletas, como a meia e capitã Djeni e a centroavante Cristiane. No entanto, algumas jogadoras importantes foram liberadas, incluindo a zagueira Agustina Barroso, que seguiu para o Corinthians, e a atacante Gláucia, que reforçou o Palmeiras. A expectativa é que, pelo menos, dez atletas oriundas das categorias de base integrem o time principal, sob o comando do técnico Celso Silva, que assumiu a função após a saída de Rosana Augusto, em virtude da readequação orçamentária. A equipe sub-20 do Rubro-Negro teve um desempenho notável em 2025, sendo vice-campeã do Brasileirão e bicampeã da Copinha Feminina, além de ter seis jogadoras convocadas para o Campeonato Sul-Americano da categoria, que está em andamento.
Destaques da Rodada de Abertura e Regulamento
A primeira rodada do Brasileirão Feminino 2026 prossegue na sexta-feira (13). Às 21h, o Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil, receberá o América-MG na Arena Crefisa, em Barueri (SP). Este confronto também terá transmissão ao vivo pela TV Brasil. No mesmo dia e horário, o Corinthians, hexacampeão e detentor de sete títulos na competição, fará sua estreia contra o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. O Atlético-MG retorna à elite junto com Santos e Botafogo. O Timão, considerado favorito, esteve presente nas últimas nove finais do torneio e ostenta um aproveitamento de 81,7% em jogos pelo Brasileirão. Para 2026, o Corinthians trouxe reforços de peso, como o retorno da volante Ana Vitória, que atuava no Atlético de Madrid (Espanha), e a contratação da atacante uruguaia Belén Aquino, ex-Internacional. Ambas foram titulares no início do ano na Copa das Campeãs da Fifa e na Supercopa do Brasil, competições nas quais o Corinthians foi vice-campeão para Arsenal (Inglaterra) e Palmeiras, respectivamente. No último sábado (7), as Palestrinas conquistaram a Supercopa Feminina ao superarem as Brabas nos pênaltis. O Alviverde também investiu no retorno da atacante Bia Zaneratto ao elenco, que está de volta após dois anos nos Estados Unidos e vestirá a camisa 10.
O regulamento da edição de 2026 apresenta similaridades com os anos anteriores, mas com uma alteração no número de participantes, que agora são 18 equipes, em contraste com as 16 das últimas nove edições. Na fase inicial, todos os times se enfrentam em turno único. As oito equipes com melhor desempenho avançam para as quartas de final, enquanto as duas piores são rebaixadas para a Série A2. As fases de mata-mata consistem em jogos de ida e volta. Conforme a tabela divulgada pela CBF, o campeão do Brasileirão Feminino 2026 será conhecido no dia 4 de outubro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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