Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, terão nesta sexta-feira (15) uma cúpula na base militar Elmendorf-Richardson, próxima a Anchorage, capital do Alasca. O encontro começará às 11h30 no horário local (19h30 GMT) e terá como tema central a busca por um acordo para encerrar a crise na Ucrânia, segundo informou o Kremlin.
De acordo com Yuri Ushakov, assessor do Kremlin para política internacional, a reunião começará com um encontro reservado entre os dois líderes, seguido de uma sessão ampliada com delegações formadas por cinco altos funcionários de cada lado, incluindo um café da manhã de trabalho.
A comitiva russa contará com o próprio Ushakov, o ministro das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov; o ministro da Defesa, Andréi Beloúsov; o ministro das Finanças, Antón Siluánov; e o enviado especial para cooperação econômica com os EUA, Kiril Dmítriev.
Além da questão ucraniana, estarão na pauta temas como segurança internacional, estabilidade global e assuntos regionais e econômicos. “A cooperação econômica e comercial entre nossos países tem um enorme potencial que, infelizmente, ainda não foi plenamente aproveitado”, destacou Ushakov.
O local do encontro fica próximo a um cemitério onde estão enterrados 11 militares — nove pilotos — e dois civis soviéticos mortos entre 1942 e 1945, enquanto transferiam aviões fornecidos pelos EUA à União Soviética. Para o Kremlin, o local carrega simbolismo histórico, especialmente no 80º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista e o Japão imperial.
Ao final das conversas, está prevista uma coletiva de imprensa conjunta, após a qual a delegação russa deixará imediatamente o território norte-americano.
Segundo a imprensa russa e internacional, Putin e Trump deverão discutir todos os pontos relacionados às negociações de paz, desde questões territoriais até um possível cessar-fogo, que pode ser parcial ou total.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, já alertou que Kiev não aceitará qualquer proposta que não tenha a concordância do governo ucraniano, posição respaldada nesta semana pelos principais líderes europeus.
Nesta quarta-feira (13), a chamada Coalizão de Voluntários — formada por mais de 30 países e liderada por França, Reino Unido e Alemanha — divulgou uma declaração conjunta afirmando que exigirá o endurecimento das sanções contra Moscou caso Putin não aceite um cessar-fogo no encontro com Trump.
A reunião virtual da coalizão foi presidida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, e contou com a participação de Zelensky, do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e de outros chefes de Estado e de governo, incluindo o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Segundo o comunicado, a coalizão reafirmou a disposição de oferecer garantias de segurança à Ucrânia e de mobilizar uma “força de reasseguro” assim que houver cessar-fogo. Também enfatizou que não deve haver restrições às Forças Armadas ucranianas nem à sua cooperação com terceiros países, além de afirmar que a Rússia não tem poder de veto sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia e à Otan.
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