ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Abatedouro atribui poluição do Rio Melchior à ETE Samambaia e ao Aterro Sanitário de Brasília

Brasília (DF) – O abatedouro Suínobom Alimentos responsabilizou a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Samambaia e o Aterro Sanitário de Brasília pela maior parte da contaminação detectada no Rio Melchior, que corta as regiões de Samambaia e Ceilândia. A declaração foi dada após reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior, realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na última quinta-feira (11/9).

Em nota, a empresa alegou que “os maiores volumes de efluentes lançados diretamente no Rio Melchior são oriundos da ETE Samambaia e do chorume altamente tóxico do Aterro Sanitário de Brasília”. Segundo o abatedouro, a ausência de redes de esgoto em Sol Nascente, às margens da VC-311, e o avanço desordenado de ocupações irregulares também contribuem para a degradação do curso d’água.

SLU rebate críticas

Responsável pela gestão do aterro, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) afirmou que o efluente despejado no rio é devidamente tratado e segue padrões exigidos pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). “O SLU possui outorga e autorização para o lançamento, e análises laboratoriais periódicas atestam a qualidade do efluente”, informou o órgão.

A reportagem tentou contato com a Caesb, empresa pública responsável pela ETE Samambaia, mas não obteve retorno até a conclusão deste texto.

Ibram aponta falta de licença ambiental

Durante a sessão da CPI, servidoras do Ibram revelaram que Suínobom Alimentos e Bonasa Alimentos operam sem licenciamento ambiental vigente. “São atividades com potencial poluidor que deveriam ter licença, mas não têm”, afirmou a superintendente de Licenciamento, Nathália Lima de Araújo Almeida, adiantando que os processos de fiscalização estão em andamento.

A Suínobom declarou que possui licença de funcionamento e está em fase de obtenção da Licença de Operação Corretiva (LOC). A empresa acrescentou não lançar efluentes no Rio Melchior, localizado a pouco mais de 2,5 quilômetros de distância de sua unidade.

Já a Bonasa informou que sua filial em Samambaia não realiza abate de animais nem possui incubatório. No endereço, funcionariam apenas uma granja de terminação de suínos, com tecnologia de cama sobreposta, e um pátio de compostagem “estruturado para evitar contaminação do solo”.

Seara também é alvo de questionamentos

A superintendente de fiscalização do Ibram, Simone de Moura Rosa, listou ainda irregularidades envolvendo o frigorífico da Seara Alimentos. Segundo ela, o complexo abate 280 mil aves por dia e acumula “incidentes ambientais, problemas operacionais e não conformidades”, além de autos de infração emitidos por descumprir obrigações da licença.

Em nota, a JBS, controladora da Seara, disse não ter recebido o relatório citado e garantiu que todas as etapas da operação seguem a legislação. A companhia afirmou colaborar com a CPI e prestar informações aos órgãos competentes.

Cenário de degradação

Classificado na categoria 4 — a pior na escala de qualidade —, o Rio Melchior está interditado para atividades como pesca, irrigação e contato humano. Técnicos do Ibram alertam para o “hiperuso” do manancial por empresas instaladas na região e temem que, mantido o ritmo atual de emissões, a recuperação da água se torne inviável.

Moradores relatam adoecimento frequente e atribuem os problemas à poluição. Em 2024, a Hydros Soluções Ambientais Ltda foi multada em R$ 51.151,45 pela Secretaria do Meio Ambiente do DF (Sema) por despejar efluentes sem tratamento adequado no rio.

A CPI do Rio Melchior foi sugerida em 2023, mas só avançou em 18 de fevereiro de 2025, depois de ficar na fila junto a outras comissões de inquérito.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com base nas informações de Metrópoles

COMENTE MAIS ABAIXO A NOTÍCIA!
Danny Bueno - Diretor de Jornalismo
Siga-me
(Visited 8 times, 1 visits today)

↓ OUÇA AO VIVO - RÁDIO ADRENALINA ↓

↓ BAIXE GRÁTIS O APP NESTE BANNER ↓



Entre no grupo MatoGrossoAoVivo do WhatsApp e receba notícias em tempo real - (CLIQUE AQUI) - Canal Whatsapp

Danny Bueno - Diretor de Jornalismo

Especializado em jornalismo investigativo e político.
Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV e rádios de Mato Grosso e Rondônia.
É assessor de imprensa, roteirista, produtor, editor de conteúdo, consultor e analista de política e marketing social.
É associado à ABI - Associação Brasileira de Imprensa, membro da FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas e filiado ao SINDJOR/MT - Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e membro da FIJ - Federação Internacional de Jornalismo.
(http://www.portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno).

MatoGrossoAoVivo é um portal de notícias e entretenimento que cobre eventos, acontecimentos e notícias do estado de Mato Grosso, Brasil. O portal foi lançado em 2016 e oferece conteúdo em diferentes formatos, como artigos, vídeos e fotos. Além disso, MatoGrossoAoVivo também conta com um canal de Rádio/TV online: RÁDIO ADRENALINA.
Disponível tanto em IOS quanto em ANDROID, que transmite programação ao vivo e gravada 24 horas por dia.

Adicionar comentário

Click here to post a comment

BOLSONARO LIVRE !

- DIAS DE PRISÃO POLÍTICA E HORAS DE TORTURA: 268 days 16 hours 17 minutes 5 seconds

RAPIDINHAS

PALAVRA DO EDITOR

Danny Bueno - Análise dos Fatos

Especializado em jornalismo investigativo e político. Está radicado nos Estados de Mato...

DENÚNCIAS ONLINE

COTAÇÃO DE MOEDAS

Resumo Técnico fornecido por Investing.com Brasil.

VITRINE DE CLIENTES

CLIMA & TEMPO

MERCADO IMOBILIÁRIO

GRUPO GAMA

COLUNAS JURÍDICAS

AUTOMOTIVOS

SAÚDE E BEM ESTAR

PUBLICIDADES & PARCERIAS

CRIPTOS EM ALTA

Desenvolvido por Investing.com

RÁDIO ADRENALINA

DÊ O PLAY NA FITA CASSETE


SIGA NAS REDES:

Isso vai fechar em 30 segundos