A Polícia Federal prendeu temporariamente, neste sábado (13), em Rondonópolis, a 214 quilômetros de Cuiabá, o principal investigado na quinta fase da Operação Infante Seguro. Além do mandado de prisão, os agentes cumpriram ordem de busca e apreensão na residência do suspeito.
De acordo com a corporação, a investigação apontou que o homem armazenava arquivos contendo material de abuso sexual infantil e usava esse conteúdo para extorquir vítimas. As ameaças envolviam a divulgação das imagens já em seu poder caso não fossem enviadas novas fotos ou vídeos.
Extorsão e armazenamento ilegal
Nesta etapa da operação, novos elementos indicaram que, além de manter os arquivos ilícitos, o investigado coagia crianças e adolescentes a produzir mais conteúdo. A prática configura crime de violência sexual e pode agravar a pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A legislação brasileira ainda emprega o termo “pornografia infantil” (art. 241-E do ECA) para enquadrar esse tipo de delito. Entretanto, a Polícia Federal destacou que organismos internacionais preferem expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual” contra crianças e adolescentes, por evidenciarem a natureza violenta do crime.
Operação em cinco fases
Iniciada em 2023, a Operação Infante Seguro chegou à quinta fase com o objetivo de identificar e responsabilizar envolvidos na produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil em Mato Grosso. Segundo a PF, as diligências anteriores já resultaram em prisões e apreensões de equipamentos eletrônicos contendo milhares de arquivos ilegais.
O material recolhido neste sábado será encaminhado para perícia. A corporação não revelou a quantidade de dispositivos apreendidos nem detalhes sobre o local da busca, para não comprometer o sigilo das investigações.
Alerta aos responsáveis
Especialistas consultados pela PF reforçaram a importância de pais, mães e responsáveis ficarem atentos a mudança repentina de comportamento em crianças e adolescentes, como isolamento, segredo exagerado sobre o uso do celular ou do computador e recusa em falar sobre atividades on-line. Também recomendam orientar meninas e meninos a interromper qualquer contato inapropriado na internet e a procurar ajuda imediatamente.
O preso foi levado para a sede da Polícia Federal em Rondonópolis e colocado à disposição da Justiça. Caso seja condenado, poderá responder pelo armazenamento de material de abuso sexual infantil, extorsão e outros crimes previstos no ECA.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com base nas informações de RDNews
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