A Polícia Federal revelou uma rede de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção que movimentou mais de R$ 140 milhões desde 2020 e envolveu figuras do alto escalão político do Rio de Janeiro. A Operação Zargun, deflagrada em 3 de setembro, prendeu 15 pessoas e trouxe à tona a relação íntima entre o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e o traficante Gabriel Dias Oliveira, o Índio, considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho.
Imagens comprometedoras
Registros de câmeras de segurança instaladas em uma residência no Complexo do Alemão, área dominada pela facção, mostram encontros frequentes entre os dois. Em uma das gravações, Índio aparece deitado em uma cama enquanto TH Joias o acaricia na coxa e se masturba. Outras imagens registram o traficante enviando vídeos com gestos de carinho ao ex-parlamentar.
Pagamentos e promessas
Conversas telefônicas interceptadas indicam que Índio repassou R$ 148 mil a TH Joias e prometeu R$ 90 mil a um advogado ligado ao grupo em troca de proteção política e jurídica. Segundo os investigadores, o ex-deputado atuava como “braço político” da organização, facilitando a influência da facção em comunidades controladas pelo Comando Vermelho.
Apreensões e prisões
TH Joias foi detido em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde a PF apreendeu cerca de R$ 5 milhões em espécie. Entre os 15 presos estão três policiais militares da ativa, um PM da reserva, um agente do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e até um delegado da própria Polícia Federal, capturado no Aeroporto Internacional do Rio.
Números do esquema
De acordo com o inquérito, o esquema operava o tráfico de drogas, venda de armas e contratos públicos supostamente fraudados. Somente Índio teria movimentado mais de R$ 120 milhões nos últimos cinco anos em negociações dentro e fora do país. Já a parte logística era sustentada por agentes de segurança que vazavam informações sobre operações e prestavam escolta aos criminosos.
Próximos passos
Índio deve ser transferido para um presídio federal nos próximos dias. A Polícia Federal continua analisando documentos, aparelhos eletrônicos e movimentações financeiras para detalhar a participação de cada envolvido e rastrear o destino dos valores obtidos ilegalmente.
Com a exposição das gravações íntimas e a descoberta da movimentação milionária, a investigação agora busca compreender até que ponto o relacionamento entre o político e o traficante influenciou decisões dentro e fora das comunidades controladas pela facção.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com base nas informações de Metrópoles
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