O Sindicato de Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc) confirmou, nesta quarta-feira (15), que aceita a proposta da Prefeitura para o novo cálculo do adicional de insalubridade dos trabalhadores da Saúde. Com a manifestação da entidade, todas as categorias envolvidas aderiram ao entendimento apresentado pelo prefeito Abilio Brunini (PL).
A proposta estabelece que o adicional será calculado sobre a Classe A da carreira e levará em conta o padrão correspondente ao tempo de serviço de cada servidor. Segundo o Sispumc, o modelo reconhece a progressão funcional e “valoriza a trajetória profissional” dos trabalhadores atingidos pelos cortes anunciados anteriormente.
Trâmites na Câmara
O documento oficializando o consenso ainda passa pelos ajustes finais e será protocolado na Câmara Municipal de Cuiabá até esta quinta-feira (16). A matéria deve entrar em votação no mesmo dia. De acordo com o sindicato, o prefeito já recebeu a confirmação informal de que o acordo foi aprovado internamente.
Reivindicação financeira adicional
Apesar de avalizar o novo cálculo, o Sispumc solicitou a adoção de uma medida compensatória para “corrigir a perda financeira” sentida pelos servidores. A entidade propôs que o município inclua, no texto, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) referente ao período da pandemia de Covid-19, calculada em 10,52%. Para o sindicato, a recomposição seria “ato de justiça” com quem manteve o atendimento em um dos momentos mais críticos da saúde pública.
Categorias representadas
Na mesa de negociação, o Sispumc representa profissionais que não contam com sindicatos específicos, como maqueiros, fisioterapeutas, técnicos em radiologia e assistentes sociais. Esses grupos estiveram entre os mais atingidos pela redução da gratificação de insalubridade, decisão que motivou protestos e a aprovação de estado de greve pela categoria na semana passada.
Contexto
A discordância sobre o adicional começou após a Prefeitura anunciar mudanças que diminuiriam o valor pago mensalmente. Servidores reagiram com manifestações em frente ao Palácio Alencastro e aprovaram indicativo de paralisação. Para evitar o agravamento da crise, o Executivo apresentou nova fórmula de cálculo, agora chancelada por todos os sindicatos envolvidos.
Com a adesão integral e a expectativa de votação na Câmara, a gestão municipal espera encerrar o impasse e normalizar o pagamento do benefício. Caso o Legislativo aprove o projeto sem alterações, o novo critério entrará em vigor na folha dos profissionais de saúde já nos próximos meses.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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