Peixoto de Azevedo (MT) – Um homem de 25 anos foi preso na manhã desta terça-feira (16) acusado de estuprar e engravidar uma criança de 11 anos no município de Peixoto de Azevedo, a 674 quilômetros de Cuiabá.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou em julho, quando a mãe da vítima procurou a delegacia local. Ela relatou que o suspeito havia ido à residência da família para pedir autorização a fim de namorar a menina. Na ocasião, a mulher informou que a filha tinha apenas 11 anos e negou o pedido, destacando a diferença de idade.
Poucos dias depois, a criança passou a apresentar enjoos e vômitos constantes. Ao conversar com a mãe, fez um teste de farmácia que apontou gravidez. O exame de sangue realizado em seguida confirmou a gestação.
Questionada, a menina revelou que o pai do bebê seria o mesmo jovem que buscara permissão para o namoro. A mãe então voltou a conversar com o suspeito, que se ofereceu para “assumir” a criança e o bebê, caso a legislação permitisse.
Conselho Tutelar e boletim de ocorrência
Na sequência, a mãe procurou o Conselho Tutelar, onde recebeu orientação para registrar boletim de ocorrência por estupro de vulnerável. Mesmo que a vítima manifestasse desejo de manter relacionamento, a legislação considera incapaz de consentir qualquer ato sexual pessoa com menos de 14 anos.
Com base nas informações coletadas, o delegado Henrique Madureira Espíndola de Barros solicitou a prisão preventiva do investigado. O mandado foi expedido pela 2ª Vara de Peixoto de Azevedo.
Cumprimento do mandado
A ordem judicial foi cumprida pela equipe da Delegacia de Peixoto de Azevedo no bairro Jardim das Flores, em Matupá, cidade vizinha. O suspeito foi levado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Conforme a Polícia Civil, o inquérito segue em andamento para reunir provas complementares, incluindo laudos periciais e oitiva de testemunhas. A menina está recebendo acompanhamento médico e psicológico.
O crime é investigado como estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão, aumentada em caso de gravidez.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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