O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), anunciou nesta terça-feira (17) que a Polícia Legislativa do Congresso Nacional abrirá investigação sobre o vazamento de informações confidenciais. Os dados, obtidos por meio da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deveriam ter permanecido restritos ao âmbito da investigação.
Viana reconheceu a ocorrência de tentativas e vazamentos de informações sensíveis, que, segundo ele, poderiam comprometer as provas da comissão. Ele enfatizou que o interesse da CPMI não reside nos detalhes de foro íntimo do investigado, mas sim em seu relacionamento com entidades da República e o sistema financeiro, visando esclarecer o destino do dinheiro subtraído dos cidadãos brasileiros.
Paralelamente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia proibido a CPMI do INSS de acessar o material apreendido e armazenado na sala-cofre da comissão na última segunda-feira. Para dar prosseguimento aos trabalhos, o senador Viana informou que encaminhará um questionamento ao gabinete do ministro no STF, buscando definir quando o material será devolvido, após a remoção das informações de cunho privado que foram disponibilizadas à CPMI.
Banco Central
O presidente Carlos Viana também confirmou a intenção de convidar, para depor na mesma data, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, perante a CPMI do INSS. O objetivo das oitivas simultâneas é coletar diferentes perspectivas sobre o “Caso Master” e a concessão de crédito consignado em benefícios do INSS, buscando evitar embates políticos entre governo e oposição.
Viana salientou que o escândalo do INSS, assim como o “Caso Master”, perpassou por múltiplos governos e não é um problema recente. Ele ressaltou que tanto Galípolo quanto Campos Neto possuem esclarecimentos a prestar. A proposta é que ambos compareçam juntos e recebam o mesmo tratamento, respondendo de forma clara e transparente a todas as indagações da comissão em prol do país.
Operação Sem Desconto
Em relação à nova etapa da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, o senador Viana comentou que a deputada Maria Gorete Pereira, apontada como uma das figuras centrais no esquema investigado, foi repetidamente mencionada durante as audiências da CPMI do INSS.
O parlamentar previu novas detenções, afirmando que já são 14 pessoas presas em conexão com o escândalo do INSS e que mais prisões ocorrerão. Viana destacou, ainda, a atuação integrada da CPMI do INSS com os diversos órgãos de investigação e controle desde o início dos trabalhos. Ele classificou o esquema como um ataque direto a aposentados e pensionistas, que resultou na corrupção de uma parcela significativa do Estado brasileiro.
Igreja Lagoinha
Questionado por jornalistas sobre o repasse de verbas públicas de emendas parlamentares a uma associação ligada à Igreja Batista Lagoinha, Carlos Viana informou que seis igrejas foram identificadas nas investigações e que todos os sigilos bancários das pessoas investigadas foram quebrados.
A Igreja Batista da Lagoinha supostamente estaria implicada em desdobramentos da Operação Compliance Zero. Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e pastor afastado da referida igreja, foi indicado pela Polícia Federal como operador financeiro do Banco Master. A instituição religiosa nega qualquer vínculo com Daniel Vorcaro e afirma que Zettel atuava como voluntário.
Durante coletiva de imprensa no Senado Federal, Viana negou que a Igreja Lagoinha tenha recebido dinheiro do INSS. Ele esclareceu que existe uma conexão entre um pastor, que possuía uma igreja com CNPJ distinto, e o Banco Master. Zettel, já convocado pela CPMI, deverá prestar os devidos esclarecimentos.
Banco C6
Carlos Viana salientou que Gilberto Waller Junior, presidente do INSS, publicou no Diário Oficial da União a suspensão de novas operações de crédito consignado envolvendo o Banco C6. A medida foi tomada em virtude do descumprimento de normas e da ocorrência de cobranças indevidas descontadas dos benefícios administrados pelo INSS. A suspensão permanecerá em vigor até que os valores sejam integralmente restituídos aos aposentados e pensionistas, com a devida correção.
Viana reiterou que a presidência da CPMI sempre defendeu a interrupção imediata de práticas abusivas, a proteção dos aposentados, a correção do sistema e a responsabilização dos envolvidos em irregularidades.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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