Campo Novo do Parecis (MT) – Povos das etnias Paresi, Nambiquara e Manoki receberam autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar agricultura mecanizada em seus territórios, localizados a 401 km de Cuiabá. A licença permite o cultivo de soja e milho sem risco de multas ou embargos ambientais.
Licença assinada pelo presidente do Ibama
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, assinou a licença de operação das lavouras. Com o documento, as comunidades indígenas podem ampliar o uso de tratores, colheitadeiras e demais equipamentos, adotando o modelo de monocultura já praticado de forma experimental em safras anteriores.
Anúncio feito pelo ministro da Agricultura
A autorização foi comunicada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), durante encontro com representantes das três etnias. Fávaro destacou que a medida integra as ações do governo federal para incentivar a produção em territórios indígenas e lembrou que os produtores poderão acessar linhas de crédito do Plano Safra para financiar insumos e equipamentos.
“Não é discurso, é entrega”, afirmou o ministro. “Com a licença, os agricultores indígenas passam a produzir dentro da legalidade e contarão com o apoio necessário, conforme o desejo e a necessidade de cada povo.”
Cooperativa celebra a decisão
Arnaldo Zunizakae, presidente da Coopihanama, cooperativa que administra a produção local, gravou vídeo comemorando a liberação. No registro, ele lembra que havia preocupação com possíveis embargos a lavouras de milho plantadas anteriormente.
“Recebemos uma notícia muito boa para nós, agricultores indígenas”, disse. “Agradeço ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e à professora Rosa Neide, que entendeu a importância do projeto para a nossa comunidade.”
Qualidade de vida e permanência no território
Segundo Zunizakae, a licença trará renda, empregos e melhorias na qualidade de vida, condições consideradas essenciais para que os povos permaneçam em suas terras de origem. Ele ressaltou que a produção seguirá critérios de responsabilidade ambiental definidos pelo órgão federal.
Próximos passos
Com a documentação em mãos, as comunidades devem iniciar o preparo do solo nos próximos dias, respeitando o calendário agrícola para a semeadura de soja. Após a colheita, a área será destinada ao plantio de milho na safrinha, prática comum no agronegócio mato-grossense.
O Ministério da Agricultura informou que equipes técnicas vão acompanhar o desenvolvimento das lavouras para garantir o cumprimento das normas ambientais e a inclusão das aldeias em programas de assistência técnica e extensão rural.
Representantes das três etnias avaliam que a regularização do cultivo mecanizado pode servir de modelo para outras comunidades indígenas do país interessadas em combinar tradição e atividades econômicas sustentáveis.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
- Ingressos de Fortaleza x Palmeiras já estão à venda - 14 de julho de 2026
- Morador reage à invasão de residência, atira contra suspeito e caso será investigado em Alta Floresta - 6 de julho de 2026
- Marcha para Jesus reúne fiéis e espera Flávio Bolsonaro - 20 de junho de 2026
↓ OUÇA AO VIVO - RÁDIO ADRENALINA ↓
↓ BAIXE GRÁTIS O APP NESTE BANNER ↓
Entre no grupo MatoGrossoAoVivo do WhatsApp e receba notícias em tempo real - (CLIQUE AQUI) -








Assine o Canal










Adicionar comentário