O governo iraniano substituiu todos os sistemas de defesa aérea danificados durante o conflito de 12 dias com Israel ocorrido no mês passado. A informação foi confirmada neste domingo (20) pelo general Mahmoud Mousavi, chefe de operações do Exército do Irã, por meio da agência estatal IRNA.
Segundo o general, os ataques israelenses buscaram enfraquecer a capacidade defensiva iraniana. “O inimigo sionista tentou destruir as capacidades de defesa do Irã, e alguns de nossos sistemas foram, de fato, danificados. No entanto, todos já foram substituídos”, afirmou.
O confronto entre os dois países teve início em meados de junho, após uma série de bombardeios surpresa lançados por Israel contra alvos militares e nucleares no Irã. Em resposta, Teerã realizou ataques com drones e mísseis. A rede de defesa aérea do Irã, composta por sistemas nacionais como o Bavar-373 e Khordad-15, além do S-300 russo instalado em 2016, foi ativada em diversas regiões do país.
De acordo com dados oficiais, o conflito resultou na morte de mais de 1.000 pessoas no Irã. Do lado israelense, 28 mortes foram registradas. Além das ações de Israel, os Estados Unidos também participaram de ataques contra instalações nucleares iranianas, incluindo os complexos de Fordow, Isfahan e Natanz. O presidente norte-americano Donald Trump declarou que os locais foram “completamente destruídos”, mas reportagens da imprensa dos EUA, como da NBC News, apontam que apenas um dos três locais sofreu danos significativos.
Desde 24 de junho, um cessar-fogo está em vigor entre os dois países. Apesar disso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu prometeu impedir que o Irã retome sua capacidade nuclear. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país está elaborando um plano para garantir que o Irã “não volte a representar uma ameaça”.
Conversas sobre programa nuclear iraniano devem ser retomadas
Paralelamente, potências europeias anunciaram que pretendem retomar negociações com o Irã sobre seu programa nuclear. Segundo uma fonte diplomática ouvida pela agência AFP, Reino Unido, França e Alemanha — o grupo conhecido como E3 — estão em contato com Teerã para marcar uma nova rodada de conversas nos próximos dias.
A agência iraniana Tasnim também confirmou que há tratativas em andamento para definir data e local para o encontro. Ainda segundo a AFP, ministros das Relações Exteriores dos três países europeus conversaram por telefone com o chanceler iraniano Abbas Araghchi e com a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas.
Os europeus alertaram que, caso o Irã não retome o diálogo, podem acionar o mecanismo de “snapback”, que prevê a reimposição de sanções suspensas no âmbito do acordo nuclear firmado em 2015 — o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA). O pacto prevê restrições ao programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções econômicas.
O acordo começou a ruir em 2018, quando os Estados Unidos, sob o então presidente Trump, se retiraram unilateralmente do tratado e restabeleceram as sanções. Desde então, o Irã nega que tenha intenções de desenvolver armas nucleares.
“Se nenhuma solução for alcançada até o fim do verão, o mecanismo de snapback continuará sendo uma opção para o E3”, declarou a fonte europeia.
Antes do recente conflito, Estados Unidos e Irã estavam engajados em negociações indiretas com a mediação de Omã. No entanto, a ofensiva conjunta de Israel e EUA contra instalações nucleares iranianas interrompeu esse processo diplomático.
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