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Aquicultura e Pesca: Conferência Nacional retoma debates após 16 anos com foco em sustentabilidade

Aquicultura e Pesca: Conferência Nacional retoma debates após 16 anos com foco em sustentabilidade
A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, retomada após 16 anos, define seu calendário para fortalecer políticas públicas e a participação social.

O setor pesqueiro e aquícola brasileiro se prepara para um marco importante: a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), que teve seu calendário de etapas estaduais divulgado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O evento, que retorna após um hiato de 16 anos, simboliza um esforço renovado para fortalecer a participação social na construção de políticas públicas que moldarão o futuro dessas atividades essenciais para a economia e a segurança alimentar do país.

Com o tema central “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”, a conferência busca transcender as gestões governamentais, estabelecendo diretrizes duradouras. A iniciativa visa mobilizar uma vasta gama de atores, desde pescadores e aquicultores até trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e todos os envolvidos na complexa cadeia produtiva do pescado no Brasil.

O Retorno de um Diálogo Essencial para a Aquicultura e Pesca

A retomada da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca após mais de uma década e meia é um sinal claro da prioridade que o governo federal e os estados estão conferindo a um setor com imenso potencial e desafios significativos. A última edição ocorreu em um contexto diferente, e a ausência de um fórum de discussão tão abrangente deixou lacunas na formulação de estratégias de longo prazo. Agora, a expectativa é que o evento promova um diálogo robusto e inclusivo, capaz de gerar propostas concretas para o desenvolvimento sustentável.

A escolha do tema “De política de governo a política de Estado” reflete a ambição de criar um arcabouço legal e institucional que garanta a perenidade das ações e programas, independentemente das mudanças políticas. Isso é crucial para setores como a aquicultura e a pesca, que demandam investimentos de longo prazo, pesquisa contínua e um ambiente regulatório estável para prosperar e contribuir plenamente com a economia nacional e a geração de empregos.

Mobilização Nacional e Etapas Diversificadas

Para garantir a máxima representatividade e a capilaridade das discussões, a 4ª CONAPE foi estruturada em diversas etapas. Além das conferências estaduais e distrital, que são deflagradas pelos governos locais e contam com a participação direta da sociedade civil em sua organização, estão previstas conferências livres e temáticas. Essas últimas, que poderão ser realizadas até o dia 3 de julho, permitem que grupos específicos ou regiões com particularidades abordem temas de seu interesse, enriquecendo o debate geral.

Uma inovação desta edição é a etapa virtual, que ocorrerá entre 3 de junho e 3 de julho. Essa modalidade amplia o acesso e a participação, permitindo que mais pessoas contribuam com ideias e propostas, superando barreiras geográficas. O ponto culminante será a etapa nacional presencial, agendada para Brasília (DF), de 11 a 13 de novembro, onde as propostas consolidadas nas fases anteriores serão debatidas e sistematizadas para a formulação das políticas públicas.

O Papel Estratégico do CONAPE na Governança do Setor

A organização da conferência está a cargo do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), a principal instância consultiva do Ministério da Pesca e Aquicultura. O CONAPE desempenha um papel fundamental na governança do setor, reunindo representantes do governo, da sociedade civil, de entidades de classe e da academia. Sua atuação garante que as decisões e políticas públicas sejam construídas de forma democrática e embasadas em diferentes perspectivas e conhecimentos.

A estrutura do CONAPE, ao promover a escuta ativa e a articulação entre os diversos elos da cadeia produtiva, é essencial para que as demandas e necessidades de pescadores artesanais, industriais, aquicultores, cientistas e comunidades tradicionais sejam consideradas. Este processo participativo é a base para a criação de políticas que não apenas impulsionem o crescimento econômico, mas também assegurem a sustentabilidade ambiental e a justiça social.

Calendário e Expectativas para o Desenvolvimento Sustentável

O MPA já divulgou as datas de 13 conferências estaduais, demonstrando o engajamento dos governos locais na promoção deste diálogo. Os primeiros encontros já estão agendados, marcando o início de um período intenso de discussões e proposições. Confira as datas das conferências estaduais já confirmadas:

  • Rio Grande do Norte: 03/06
  • Sergipe: 10/06
  • Minas Gerais: 11 e 25/06
  • Bahia: 16 e 17/06
  • Ceará: 17/06
  • Amapá: 17 e 18/06
  • Distrito Federal: 19/06
  • Alagoas: 20/06
  • Amazonas: 30/06
  • Tocantins: 30/06
  • Pernambuco: 02/07
  • Rio Grande do Sul: 02/07
  • Roraima: 03/07

A expectativa é que, com a divulgação das datas nos demais estados, a mobilização se intensifique, culminando em uma etapa nacional robusta e representativa. As discussões abordarão desde a gestão de recursos pesqueiros e o fomento à aquicultura sustentável até a valorização do trabalho e a garantia de direitos para as comunidades que dependem dessas atividades. O resultado esperado é um plano de ação que fortaleça o setor, promova a inovação e assegure a produção de alimentos de qualidade para a população brasileira.

Acompanhe o MATO GROSSO AO VIVO para ficar por dentro de todas as atualizações sobre a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca e outros temas relevantes para o agronegócio e a economia brasileira. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que impactam sua vida e o desenvolvimento do nosso país.

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Especializado em jornalismo investigativo e político.
Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, desde 1991, trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV e rádios de Mato Grosso e Rondônia.
É assessor de imprensa, roteirista, produtor, editor de conteúdo, consultor e analista de política e marketing social.
É associado à ABI - Associação Brasileira de Imprensa, membro da FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas e filiado ao SINDJOR/MT - Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e membro da FIJ - Federação Internacional de Jornalismo.
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