Mesmo sob o impacto de juros elevados no país, o mercado imobiliário de Cuiabá mantém fôlego e se consolida como alternativa de investimento de longo prazo. A avaliação é de especialistas e de entidades do setor, que apontam fatores locais, como o avanço do agronegócio e a expansão urbana, entre os principais estímulos para a procura por imóveis na capital mato-grossense.
De acordo com dados citados por analistas, a taxa básica de juros (Selic) permanece em nível considerado alto, ainda que existam projeções de recuo nos próximos trimestres. Apesar disso, o imóvel continua atraente por reunir três características valorizadas pelos investidores: segurança patrimonial, possibilidade de renda recorrente com aluguel e valorização ao longo do tempo.
Demanda sustentada pelo crescimento regional
Cuiabá vive um ciclo de crescimento econômico sustentado pelo agronegócio, concentração de serviços e incremento populacional. Esses vetores aquecem a busca por moradia e locação, o que se reflete na liquidez de unidades residenciais e comerciais. Bairros planejados e empreendimentos com infraestrutura completa figuram entre os mais procurados, diminuindo o risco de vacância, apontam corretores locais.
Para Victor Bento, diretor do Grupo Vivart, o cenário atual exige que o investidor olhe além do curto prazo. “Quando analisamos um horizonte de médio e longo prazo, a valorização urbana, a demanda constante por locação e a oferta limitada de áreas bem localizadas tornam o imóvel um ativo sólido”, afirma.
Comparativo com aplicações financeiras
Especialistas explicam que, enquanto aplicações de renda fixa acompanham diretamente as oscilações da Selic, o preço dos imóveis reage mais aos fundamentos regionais. Um exemplo citado por consultores mostra que R$ 500 mil aplicados em produtos de renda fixa geram retorno previsível, mas demandam reinvestimento constante e sofrem tributação. O mesmo valor alocado em um apartamento bem posicionado na capital pode proporcionar renda mensal com aluguel, normalmente corrigida pela inflação, além da valorização do patrimônio ao longo dos anos.
A combinação de rendimento com locação e ganho de capital desperta interesse de compradores que buscam diversificação. “Em mercados como Cuiabá, muitos investidores trocam a expectativa de lucros imediatos por uma estratégia de preservação patrimonial”, acrescenta Bento.
Liquidez e expectativa de queda dos juros
A liquidez acima da média em bairros em expansão reduz um dos principais temores de quem compra para alugar: o tempo de imóvel desocupado. Segundo corretores, unidades bem escolhidas raramente permanecem mais de poucas semanas sem inquilino.
Analistas lembram ainda que ciclos de juros altos costumam ser seguidos por períodos de estabilidade ou queda das taxas, o que barateia o financiamento e impulsiona a valorização dos ativos imobiliários. Nesse contexto, quem já adquiriu imóvel tende a se beneficiar tanto da renda de aluguel no presente quanto do ganho de capital no futuro.
Bento reforça que, em Mato Grosso, essa lógica é amplificada pela pujança econômica do estado. “O agronegócio segue gerando emprego e atraindo novos moradores. Esse fluxo sustenta a procura por imóveis e fortalece o setor como ferramenta de preservação e construção de patrimônio”, conclui.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Repórter MT
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