O objetivo é facilitar o acesso ao crédito; especialistas elogiam a medida, mas ressaltam que ela pode ser não efetiva neste momento de crise.

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O Conselho Monetário Nacional ( CMN ) autorizou na última quinta-feira que fintechs de crédito passem a emitir cartões de crédito. Especialistas ouvidos pelo GLOBO, elogiaram a medida por possibilitar o aumento da concorrência do setor, mas ressaltam que ela pode não ser efetiva para o momento de crise. O Banco Central ( BC ) argumentou que as fintechs têm a capacidade de atingir mais pessoas, com mais capilaridade, e podem atender “segmentos com reduzido histórico de crédito no país”, como micro e pequenos empresários. Facilitando o acesso ao crédito, o BC espera que a medida possa contribuir para reduzir os efeitos da pandemia de coronavírus na economia brasileira. Segundo o economista e especialista em bancos da Austin Rating, Luis Santacreu, a medida representa uma continuidade da agenda do Banco Central de estimular a entrada de fintechs no sistema financeiro.
Santacreu ressalta que em um momento de crise, os bancos podem restringir o acesso ao crédito e o BC tenta facilitar o fluxo de crédito por meio de medidas como essa. No entanto, ele afirma que outras ações são necessárias para evitar que os recursos fiquem presos nos bancos.
O diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, disse que essa autorização era pedida há muito tempo e pode ajudar na concorrência do sistema. Apesar disso, dado o cenário de crise, Ribeiro não acredita que as instituições financeiras estarão dispostas em disponibilizar mais crédito.
O economista ressalta que, ao dar crédito, o banco faz uma análise de quanto o possível tomador recebe, se está empregado e neste momento a instituição tende a evitar o risco.
Essa resolução afeta somente as fintechs classificadas como Sociedade de Crédito Direto (SCD), que usam de recursos próprios para fazer as operações. BNDES Segundo o BC, a nova regra também procura utilizar a capilaridade das fintechs para torná-las “um importante canal de realização de políticas públicas”. A regulação das fintechs de crédito é de 2018 e as divide em duas classificações, as SCD, que realizam operações de crédito a partir de capital próprio e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que atuam como um intermediário entre quem quer financiar e quem quer tomar empréstimo. FONTE: Agência Globo |
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