Liberdade provisória após acidente com morte
O motorista José Lázaro Schneider, responsável por um atropelamento que resultou na morte do jovem Gabriel Correia Sabatine, em Sapezal, a 511 km de Cuiabá, foi colocado em liberdade após o pagamento de fiança. O acidente ocorreu na noite de sábado (30), quando o condutor, dirigindo uma caminhonete Hilux em alta velocidade e sob efeito de álcool, atingiu a vítima e fugiu do local sem prestar socorro.
A dinâmica da prisão e a contestação da defesa
Após o impacto, populares que presenciaram o ocorrido seguiram o veículo até a residência do suspeito, onde a Polícia Militar efetuou a prisão em flagrante. Durante a audiência de custódia, a defesa de José Lázaro Schneider alegou irregularidades na abordagem policial, citando uma suposta invasão de domicílio e excesso no uso de algemas, além de afirmar que o cliente teria sido conduzido à delegacia em condições degradantes.
Decisão judicial e medidas cautelares
O juiz plantonista Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, da Vara Única de Sapezal, rejeitou as alegações da defesa. O magistrado considerou a entrada dos policiais na residência legítima, visto que o suspeito foi acompanhado por testemunhas e a caminhonete com danos visíveis foi encontrada no imóvel. O uso de algemas também foi validado, dado o risco concreto de fuga e a tensão no local.
Embora tenha reconhecido a gravidade do episódio, o juiz destacou que a legislação brasileira impede a decretação de prisão preventiva de ofício sem requerimento do Ministério Público ou da autoridade policial. Como não houve pedido formal para a manutenção da custódia, a liberdade provisória foi concedida mediante o pagamento de fiança fixada em 10 salários mínimos, totalizando R$ 16.210,00.
Restrições impostas ao investigado
Além do desembolso financeiro, José Lázaro Schneider deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário. Entre as determinações estão o comparecimento mensal ao Fórum da comarca, a proibição de ausentar-se da cidade por períodos superiores a sete dias sem autorização prévia e o veto à frequência em bares e estabelecimentos similares. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista foi suspensa enquanto o caso segue sob apuração da Polícia Civil.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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