Após 13 anos em fuga, um homem de 39 anos condenado por tentativa de homicídio no Pará foi capturado pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (4), no perímetro urbano de Marcelândia, norte de Mato Grosso. O foragido tinha mandado de prisão definitivo expedido pela Vara Única de Uruará (PA), onde ocorreu o crime em 2013.
Segundo a Polícia Civil, a detenção foi resultado de uma ação conjunta entre o setor de inteligência e a Delegacia de Marcelândia. Agentes identificaram o endereço onde o condenado vivia discretamente havia vários anos e realizaram a abordagem sem resistência.
Condenação de nove anos e sete meses
O processo contra o réu teve início após uma tentativa de homicídio registrada em plena Praça Central de Uruará. O caso tramitou na Justiça paraense até o trânsito em julgado da sentença, que fixou pena de nove anos e sete meses de reclusão em regime fechado. Desde então, o autor do crime não havia sido localizado.
As investigações apontam que, para escapar da ordem judicial, ele deixou o Pará pouco depois do episódio e passou a circular por diferentes cidades até se estabelecer em Mato Grosso. Informações apuradas pela inteligência indicam que, nos últimos anos, ele adotou rotina discreta e evitava vínculos formais de emprego para não levantar suspeitas.
Prisão e comunicação ao Judiciário
No momento da captura, os policiais confirmaram a identidade do procurado, deram ciência sobre o mandado e conduziram o homem à delegacia local para os procedimentos de praxe. Em seguida, a Justiça mato-grossense comunicou o Tribunal do Pará acerca da prisão, iniciando o processo de transferência do detento.
O condenado permanecerá sob custódia em Marcelândia até a expedição da guia de recolhimento ao sistema prisional paraense, onde cumprirá a totalidade da pena. Não há previsão oficial para o transporte, mas a Polícia Civil informou que o procedimento deve ocorrer “nos próximos dias”, após a conclusão das formalidades administrativas.
A captura encerra um período de mais de uma década em que o réu esteve fora do alcance das autoridades, mesmo após sentença definitiva. De acordo com a corporação, a troca de informações entre estados foi determinante para localizar o acusado e dar efetividade à decisão judicial.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
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