Dois deputados bolsonaristas, Gilberto Cattani (PL) e Nelson Barbudo (Podemos), utilizaram suas plataformas nas redes sociais para expressar veemente repúdio a um incidente de violência política ocorrido em Rondonópolis, a 213 km de Cuiabá. O empresário Carlos Eduardo Caliman é acusado de perseguir e agredir verbalmente Raquel Mattei, presidente do partido Novo na cidade, na noite da última quarta-feira (03).
O episódio, classificado pelos parlamentares como um ato de intolerância política, gerou forte condenação. Ambos os deputados defenderam a aplicação de rigorosas penalidades ao empresário responsável pela perseguição.
Perseguição política e momentos de terror no trânsito
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Raquel Mattei descreveu a experiência como um ato de intolerância política. Ela relatou que o empresário a seguiu por diversos trechos da cidade, proferindo ofensas e realizando manobras perigosas que teriam colocado em risco a segurança dela e de sua filha, que estava no veículo.
A presidente do Novo expressou seu choque com a situação. “Nunca pensei passar por isso. Em tudo que vivi na política até hoje, nunca imaginei uma situação assim, ainda mais com minha filha dentro do carro”, desabafou Mattei. A perseguição, segundo ela, durou mais de quatro quilômetros e só cessou na entrada do condomínio onde reside.
Inicialmente, Raquel afirmou não ter compreendido a razão da agressividade. Contudo, posteriormente, concluiu que a reação do empresário estaria ligada a um adesivo do influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana, afixado na parte traseira de seu carro. “Fui perseguida, humilhada e xingada por um homem furioso. Ele jogou a caminhonete contra o meu carro várias vezes e quase provocou um acidente”, detalhou.
A situação causou grande medo e tensão para Raquel e sua filha. “Não sei o que ele pretendia fazer comigo e com a minha filha, mas nós sentimos muito medo”, completou ela, ressaltando a gravidade do ocorrido.
Repercussão parlamentar e condenação veemente
Os deputados Gilberto Cattani e Nelson Barbudo não pouparam críticas à conduta do empresário. Cattani, em sua manifestação, associou o ato à violência política. “A esquerda é violenta. A esquerda mata, persegue, faz o que bem entende em nosso país. Ontem um homem perseguiu violentamente uma mulher e a agrediu. Se ela tivesse parado ele teria conseguido a agredir fisicamente (…) Deixo meu repúdio à esquerda violenta, que prega violência, que distribui violência em nosso país”, declarou o parlamentar.
Por sua vez, Nelson Barbudo expressou horror diante do ocorrido e rotulou o agressor como “esquerdista nojento”. Em um vídeo, ele afirmou: “Essa é o modus operandi desses esquerdosos nojentos, eles não concordam com o pensamento nosso da direita conservadora, da direita que preza a família, o cristianismo e a pátria, portanto é normal esses caras ofenderem pessoas, principalmente uma mulher indefesa”.
Ambos os representantes defenderam que as autoridades competentes tomem as medidas cabíveis para punir o empresário Carlos Eduardo Caliman pela perseguição e agressão verbal à presidente do Novo em Rondonópolis.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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