Segundo o laudo da necropsia, realizado pela Politec a mesma já apresentava um quadro de doença pulmonar pré-existente.
A morte da mulher presa preventivamente tráfico de drogas não teve qualquer relação com as condições de ambiente da cela ou o fato de estar supostamente grávida.
Andréia Silva Castro, 35 anos, foi presa em flagrante por meio de mandado judicial, na manhã desta terça-feira (13/6), pela Delegacia de Polícia Civil em uma operação de rotina, pelo crime de tráfico de drogas, do qual já era reincidente e fazia uso de tornozeleira.
Após alegar mal estar e afirmar que estaria grávida a mesma foi conduzida ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), para exames de confirmação onde ficou constatado pela equipe médica que a gravidez era inexistente e se encontrava em estado de saúde estável.
Em todo processo de abordagem da operação ficou registrado pelas imagens da imprensa que acompanhava as prisões que a suspeita foi tratada com o máximo de dignidade, sendo conduzida no banco trás da viatura, sem algemas e aparentando condições físicas normais.
Na manhã desta Quarta-feira (14/6) a detenta foi encontrada morta, em uma cela provisória na Delegacia Municipal de Alta Floresta.
Somente após a morte a família de Andréia informou as autoridades e ao médico legista que a mesma estaria em recente tratamento de uma pneumonia.
Em Nota, a Polícia Judiciária Civil de Alta Floresta emitiu informações que esclareceram a causa determinante da morte:
Nota da PJC/Alta Floresta
A Sra. Andreia apresentava um abdômen distendido e alegava estar grávida. Por precaução, ela foi encaminhada ao Posto de Saúde e, posteriormente, ao Pronto Atendimento Municipal.
Após a realização de exames médicos, a gravidez foi descartada. A Sra. Andreia confessou que estava ciente de que a distensão abdominal era devido a outros problemas de saúde.
Ela também admitiu que consumia maconha e pasta base de cocaína diariamente. Depois de receber alta médica, a Sra. Andreia foi encaminhada à Delegacia.
Durante o dia, ela foi ouvida em cartório, recebeu visitas de seu advogado e familiares, que forneceram alimentação e medicamentos. A prisão foi comunicada à Justiça e a Sra. Andreia ficou aguardando a audiência de custódia.
Na manhã do dia 14/06/2023, durante a primeira checagem, os plantonistas visualizaram a Sra. Andreia dormindo. Na segunda checagem, outra detenta que compartilhava a cela com a Sra. Andreia alegou que ela não estaria respirando.
O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado e confirmou a ausência de sinais vitais. A Politec foi acionada para verificar a causa da morte.
Em contato com o IML, foi informada a ausência de qualquer causa externa e que a morte provavelmente decorreu de uma doença pulmonar pré-existente.
A família informou ao médico legista que ela estava em tratamento de uma pneumonia.
A causa determinante será confirmada após o resultado de outros exames complementares.
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