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PEC que proíbe União de criar despesas para estados e municípios sem fonte de receita vai à promulgação

A Câmara dos Deputados aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que proíbe que a União crie despesas para municípios e estados sem fonte de receita. Os entes federados argumentam não ter como arcar com alguns programas criados pela União.

O texto foi aprovado por 383 a 27 em primeiro turno. No segundo turno, o placar foi de 379 a 22. Como já passou pelo Senado, segue para promulgação.

Segundo a autora da PEC, senadora Ana Amélia (PP-RS), a proposta busca minimizar os reflexos negativos da transferência de encargos de uma entidade política para outra.

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Na avaliação dela, se tornou praxe a criação pela União de encargos a estados e municípios, no que se refere à execução de determinado serviço ou política pública, sem a garantia dos recursos necessários para sua implementação.

Em 5 de julho, o presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) Paulo Zukowski, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) se comprometeu a apoiar a aprovação da PEC.

Após uma reunião com o chefe do Executivo, Zukowski disse que “isso foi determinado” por Bolsonaro e que tudo já está “praticamente acertado”. As prefeituras alegam que podem perder até R$ 250,6 bilhões ao ano em razão de decisões tomadas em Brasília.

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Segundo o relator na comissão especial, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), o texto busca impedir a ocorrência do que se pode chamar de federalismo predatório.

“Conforme apontado pela CNM, a municipalização de diversas políticas públicas, por meio dos Programas Federais, levou ao aumento da quantidade de funcionários públicos municipais, ao mesmo tempo em que se verificou a redução do número de servidores estaduais e federais. Essa tendência tem levado ao comprometimento de parcela significativa das receitas municipais com o gasto de pessoal”, disse o deputado, na justificativa.

O relator cita, por exemplo, que legislações que instituíram o piso nacional do magistério público da educação básica, dos agentes comunitários de saúde e dos agentes comunitários de combate às endemias pressionaram os cofres municipais em especial daqueles com menor capacidade financeira.

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Entretanto, a União fica com mais da metade dos recursos arrecadados, apesar de grande parte das políticas públicas ser executada por estados e municípios.

Nesta semana, a Câmara aprovou a PEC sobre o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiros, O objetivo da PEC é dar segurança jurídica a um projeto de lei que prevê o piso salarial a esses profissionais.

Deputados, que analisaram o impacto financeiro dessa mudança, preveem aumento de gasto com pessoal na ordem de R$ 16,31 bilhões ao ano, considerando instituições de saúde públicas e privadas. Apesar da PEC, ainda não existe uma solução para financiar os custos do novo piso nacional da enfermagem.

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“Essa PEC não proíbe votação de piso, ela não tem nenhuma retaliação contra nenhuma categoria e não vai de encontro com nenhum anseio de nenhuma categoria. Ela só cria uma regra para que o Congresso tenha cuidado de prever as matérias que nós vamos votar com antecedência, colocando no orçamento as previsões orçamentárias para arcar com aquelas despesas “, disse o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Por Danielle Brant e Raquel Lopes 

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FONTES: AGÊNCIA BRASIL / TERRA BRASIL
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