A busca por um corpo escultural e o ganho acelerado de massa muscular têm impulsionado muitos jovens a ultrapassar limites perigosos nas academias. Em uma entrevista reveladora ao RepórterMT, o personal trainer e renomado fisiculturista Leandro Nascimento trouxe à tona a realidade por trás do desenvolvimento muscular, os limites intrínsecos do corpo humano e os sérios riscos associados ao uso de substâncias que, em seu próprio caso, quase resultaram na perda de um braço no início de sua trajetória.
Para aqueles que iniciam a prática da musculação, os primeiros meses de treino frequentemente trazem resultados visíveis e motivadores. Contudo, Leandro explica que a biologia impõe suas próprias regras, e o ritmo de evolução se altera drasticamente após o período inicial de adaptação do organismo.
A busca incessante pelo corpo ideal e os limites biológicos
O fisiculturista detalha que, enquanto um iniciante pode observar uma evolução “muito nítida” nos primeiros seis meses a um ano de treinamento, a realidade é diferente para atletas mais experientes. “Uma pessoa começando a treinar nos seus primeiros seis meses a um ano, ela realmente consegue ter uma evolução muito nítida. Mas se você pegar uma pessoa já treinada, com um certo tempo de 3, 4, 5 anos de academia, a evolução dela é pouca, é bem curta”, ressaltou Leandro Nascimento. É nesse estágio de estagnação que muitos praticantes se veem tentados a recorrer a métodos alternativos para impulsionar seus resultados.
O papel dos hormônios e o acompanhamento profissional
Diante da diminuição da progressão natural, o uso de substâncias hormonais surge como uma opção para muitos. Leandro, que utiliza hormônios há uma década, explica a diferença: “Com o incremento de hormônio, esse resultado é muito maior, esse resultado vem de uma forma mais gradativa, você consegue ter uma evolução maior”. Ele enfatiza, contudo, que seu uso é estritamente monitorado. “A base de qualquer ciclo de um atleta é a testosterona. Eu estou utilizando a testosterona e faço uso já tem 10 anos, acompanhado de médico”, reforçou o atleta, destacando a importância vital da supervisão médica contínua.
A lição dolorosa: internação e cirurgia por substância clandestina
Apesar de hoje contar com uma estrutura de suporte completa, incluindo treinador, plano alimentar rigoroso e acompanhamento médico especializado, o início da carreira de Leandro Nascimento, entre 2012 e 2013, foi marcado pela falta de informação e orientação adequada. Essa inexperiência o levou a um dos momentos mais críticos de sua jornada no esporte: a aquisição e aplicação de uma substância clandestina, uma decisão que quase culminou em uma tragédia pessoal.
“Eu tive a infelicidade de fazer o uso de algo que não era de procedência e ter sofrido. Eu tive uma lesão no meu ombro que causou uma infecção. Essa infecção me levou a uma internação. Eu fiquei internado por 12 dias, tive que fazer uma cirurgia, drenar o braço”, narrou Leandro, evidenciando os perigos de substâncias de origem duvidosa e a automedicação. O relato do fisiculturista serve como um sério alerta sobre os riscos associados à aplicação de substâncias alteradas sem qualquer tipo de acompanhamento médico profissional. Para mais informações sobre os riscos de anabolizantes, consulte o Ministério da Saúde.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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