Diante da rota de colisão, alguns faccionados começaram a se rebelar e “rasgaram a camisa”.

O delegado Antônio Flávio Rocha Freire, da Polícia Federal, explicou que um “racha” interno acontecido na facção criminosa Comando Vermelho causou uma “guerra” entre organizações criminosas na região Norte de Mato Grosso e, consequentemente, uma série de assassinatos.
A autoridade policial disse, durante entrevista coletiva na manhã desta Quinta-feira (18/8), que os integrantes da facção não estavam concordando com as ordens de assassinato emitidas por uma líder da organização, que não teve o nome revelado.
Essa liderança, segundo os faccionados, estava sendo “autoritária” e “violenta” durante a sua “gestão”. Além disso, estava decretando (ordem para matar) alguns integrantes sem a mínima prova de que eles teriam cometido algum desvio de conduta.
“Ela foi o ponto focal da guerra existente entre essas facções. Ela atuava de uma maneira muito violenta, de forma autoritária e que determinava a execução desses integrantes mesmo, segundo os criminosos, mesmo não tendo provas que os ‘decretados’ havia cometido algum desvio de conduta”, disse o delegado.
Diante da rota de colisão, alguns faccionados começaram a se rebelar e “rasgaram a camisa”. No vocabulário paralelo do crime, o termo significa deixar a facção criminosa. Diante disso, eles fundaram um novo grupo criminoso para fazer frente ao Comando Vermelho.
A partir disso, segundo a Polícia Civil, uma “carnificina” na região. “Discordando os líderes, eles ‘rasgaram a camisa’, ou seja, desligaram-se da facção e montaram um novo grupo. Um grupo que passou a ser rival dessa organização que domina a região. Por conta dessa dissidência, por isso o nome da operação, começou ocorrer uma guerra entre eles. Uma ação de homicídio resultava em outro homicídio do outro lado”, detalhou.
Líder foge para o Rio de Janeiro
Ao perceber que o crescimento do grupo adversário, a criminosa fugiu para o Rio de Janeiro (RJ).
Entretanto, mesmo do sudeste do país, ela, que também possuía um mandado de prisão aberta, ainda “administrava” o grupo criminoso em Mato Grosso.
A criminosa foi presa na Operação Dissidência deflagrada pelas forças policiais. Além dela, outros 21 mandados de prisão foram cumpridos.
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