Um menino de oito anos, Anderson Kauan, após ser encontrado e passar 14 dias internado, agora colabora ativamente nas buscas pelos seus dois primos, Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, desaparecidos desde 4 de janeiro na região de Bacabal, Maranhão.
Com o apoio de uma equipe de atendimento especializada e suporte psicológico, e mediante autorização judicial, Kauan acompanhou os policiais. Ele indicou o trajeto que havia percorrido com as crianças até uma cabana abandonada, situada próxima às margens do Rio Mearim, após receber alta do hospital geral do município.
O Desaparecimento
Os três menores desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Anderson Kauan foi localizado em 7 de janeiro por carroceiros em uma estrada no povoado de Santa Rosa, vizinho ao local do desaparecimento. Na ocasião, ele relatou ter deixado os primos na região da cabana, conhecida como ‘casa caída’, enquanto buscava auxílio.
Intensificação das Buscas
As operações de busca, que contaram com reforços de bombeiros do Ceará e Pará em dado momento e já haviam entrado no 11º dia, continuam sem qualquer pista sobre o paradeiro das crianças. Atualmente, o foco das equipes está concentrado na área da ‘casa caída’, onde cães farejadores sinalizaram a presença dos irmãos desaparecidos.
Militares da Marinha do Brasil estão empregando um equipamento de sonar para fazer a varredura em um trecho de três quilômetros do Rio Mearim em busca de vestígios. O aparelho é capaz de mapear o fundo do rio e produzir imagens detalhadas de áreas submersas, mesmo em condições de visibilidade reduzida.
O governador do estado, Carlos Brandão, utilizou uma rede social para informar sobre o andamento dos trabalhos. Segundo Brandão, “Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”.
Desafios do Terreno e Força-Tarefa
A área de busca abrange cerca de 54 quilômetros quadrados, caracterizada por vegetação densa, terreno acidentado com poucas trilhas, dificuldade de acesso, presença de açudes, além do próprio Rio Mearim e diversos lagos, o que impõe desafios consideráveis às equipes de resgate.
A complexa operação de busca e resgate mobiliza uma vasta força-tarefa, incluindo profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Marinha e Exército Brasileiro. Além das forças de segurança e órgãos ambientais, quilombolas e voluntários da região também participam ativamente dos esforços para localizar as crianças.
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