O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, preso após atropelar e matar Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, 72 anos, em Várzea Grande, prestou depoimento on-line nesta quarta-feira (21) à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran). Ele afirmou ter se afastado do ponto do acidente porque, segundo disse, temia ser linchado por moradores que presenciaram a cena.
Fuga de três quilômetros
Conduzido pelo delegado Christian Alessandro Cabral, o interrogatório esclareceu que o motorista percorreu aproximadamente três quilômetros antes de retornar. Questionado sobre a razão da saída imediata, ele repetiu que “estava pressionado” e que só voltou após sentir que teria segurança para se apresentar às autoridades.
Durante o depoimento, Paulo Roberto admitiu que trafegava entre 60 km/h e 70 km/h no momento do impacto. Imagens de câmeras de segurança mostram que o veículo não freou nem tentou desviar da vítima, que atravessava a avenida.
Prisão preventiva mantida
A defesa requereu a conversão da prisão preventiva em domiciliar, alegando necessidade de tratamento médico, mas o pedido foi negado pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. Na decisão, o magistrado apontou “desprezo pela vida” por parte do acusado.
Suspensão da carteira da OAB
Com a repercussão do vídeo que registrou o atropelamento, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso decidiu suspender temporariamente a inscrição profissional de Paulo Roberto, que continuava ativa mesmo diante de seu histórico criminal.
Dois homicídios no passado
O advogado acumula antecedentes por dois homicídios. Em 1998, quando era policial civil no Rio de Janeiro, matou a tiros o delegado Eduardo da Rocha Coelho dentro de uma viatura e acabou fugindo do Estado. Já em 2004, em Juscimeira, é apontado como autor da morte de Rosimeire Maria da Silva, 19 anos, que seria sua amante. A jovem foi asfixiada em um motel; partes do corpo foram mutiladas e descartadas em rios da região, segundo as investigações.
Ao fugir para Mato Grosso, Paulo Roberto adotou o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima. A verdadeira identidade foi revelada anos depois, quando prestava depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Cuiabá. Na ocasião, ele tentou escapar se jogando do quarto andar do prédio, mas foi contido e hospitalizado.
Atualmente, o acusado segue detido enquanto o inquérito sobre o atropelamento tramita na Deletran. A Polícia Civil aguarda laudos periciais para concluir o caso.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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