O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), anunciou nesta segunda-feira (23) sua desistência da pré-candidatura à Presidência da República. Ele confirmou que permanecerá no cargo até o término de seu mandato, em dezembro deste ano, descartando a possibilidade de disputar qualquer outra posição nas próximas eleições.
A decisão foi tomada na noite de domingo (22), após conversas com a família, e comunicada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, na manhã de segunda. Em um comunicado divulgado por sua assessoria, Ratinho Junior enfatizou seu compromisso com o atual mandato. O anúncio surpreendeu aliados, que haviam almoçado com o governador no Palácio Iguaçu horas antes, em um clima de euforia pela expectativa do lançamento da pré-candidatura presidencial, originalmente agendado para quarta-feira (25).
Impacto na corrida eleitoral e planos futuros
A retirada de Ratinho Junior da corrida eleitoral nacional tem implicações diretas em suas futuras aspirações políticas. Para concorrer a qualquer outro cargo nas eleições de outubro, incluindo uma vaga no Senado pelo Paraná, o governador precisaria renunciar ao posto até o dia 4 de abril, prazo limite de seis meses antes do pleito. Ao optar por concluir o mandato, ele inviabiliza automaticamente sua participação em qualquer outra disputa eleitoral.
Ao término de seu mandato, previsto para dezembro, Ratinho Junior planeja retornar à iniciativa privada. Ele deverá assumir a presidência do Grupo de Comunicação fundado por seu pai, o apresentador Carlos Massa Ratinho. Nos bastidores, informações indicavam que o próprio apresentador havia se posicionado contra os planos presidenciais do filho, aconselhando-o a focar na sucessão do grupo político no Palácio Iguaçu.
Repercussão no PSD
Até a divulgação de sua desistência, Ratinho Junior era considerado o nome mais forte do PSD na corrida presidencial. Uma pesquisa da Quaest, divulgada em março, mostrava-o com 7% das intenções de voto no primeiro turno, superando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (4%), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (3%). Em um eventual segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mesmo levantamento indicava 33% para Ratinho Junior e 42% para Lula.
Com a sua saída, o PSD passa a concentrar suas apostas em Ronaldo Caiado. Outras possibilidades para o partido incluem não lançar candidato próprio, aderir a uma chapa de figuras como Lula ou Flávio Bolsonaro, ou manter uma postura de neutralidade. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, chegou a articular uma chapa com Ratinho Junior como cabeça e Caiado como vice, arranjo que agora está descartado.
Cenário político no Paraná
No âmbito estadual, a decisão do governador movimenta a disputa pela sucessão no governo do Paraná. Aliados entendem que Ratinho Junior deve liderar as articulações para escolher e promover um sucessor no Palácio Iguaçu, espelhando sua atuação na eleição de Eduardo Pimentel (PSD) para a prefeitura de Curitiba em 2024. Entre os nomes já cotados para a disputa estão o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, filiado ao MDB, e o senador Sergio Moro, cuja expectativa é de migração para o PL para concorrer ao governo paranaense.
O atual mandato de Ratinho Junior se estende até 6 de janeiro de 2027, data em que o cargo será transmitido ao vencedor das eleições de outubro. Ele foi reeleito em 2022 com quase 70% dos votos válidos e, conforme sua assessoria, desfruta de uma aprovação popular de 85%.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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