O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manifestou seu apoio à recente decisão dos Estados Unidos (EUA) de categorizar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como “organizações terroristas estrangeiras” e “terroristas globais”. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 29 de maio, em meio a debates sobre as possíveis repercussões econômicas da medida.
Brunini questionou veementemente a lógica por trás dos argumentos que sugerem que o combate ao crime organizado poderia gerar prejuízos para a economia do país. “Como que combater o crime organizado pode prejudicar economicamente o país? Eu não entendo qual é a lógica. Qual é a economia que vai ser prejudicada?”, indagou o prefeito, desafiando a premissa de que a ação contra facções criminosas traria desvantagens financeiras legítimas.
Defesa da Classificação e Questionamento Econômico
Em sua análise, Abilio Brunini argumentou que quaisquer impactos econômicos negativos seriam restritos a atividades ilícitas e grupos diretamente envolvidos com a criminalidade. Ele sugeriu que a preocupação com os prejuízos poderia vir de setores que se beneficiam indiretamente ou diretamente das operações das facções.
“De repente é a economia do grupo político deles, de repente é a economia do grupo de investidores deles. Essa economia talvez seja prejudicada mesmo. A economia envolvida à facção criminosa, a economia envolvida ao tráfico de drogas, essa economia realmente terá um certo prejuízo”, declarou o prefeito, reforçando sua visão de que apenas as finanças ligadas ao crime seriam afetadas, o que, em sua perspectiva, seria um resultado desejável.
O Terror Imposto pelas Organizações Criminosas
O gestor municipal também traçou paralelos entre as ações das facções criminosas no Brasil e as táticas empregadas por organizações terroristas internacionais. Para Brunini, a forma como esses grupos atuam no território nacional se encaixa na definição de terrorismo, que ele descreve como a prática de terror.
Ele citou exemplos práticos do domínio territorial e da imposição de regras por parte das facções, que, segundo ele, demonstram a instalação de um regime de medo. “Se alguém escrever num grupo do WhatsApp do bairro que não é pra sair ninguém, alguém sai? Não sai ninguém. Se alguém chegar e falar que é pra fechar os mercados, eles fecham. Por quê? Porque o terror está instalado”, exemplificou, destacando a capacidade desses grupos de controlar a vida cotidiana das comunidades.
A Imperatividade do Combate Contínuo
Abilio Brunini defendeu a continuidade e a intensificação do combate às facções criminosas, mesmo diante da constante capacidade de reorganização desses grupos. Ele refutou a ideia de que a persistência da criminalidade deveria levar à desistência das forças de segurança.
“Você vai desistir de combater a criminalidade porque ela se reorganiza? Você vai parar de combater e prender um traficante porque vai surgir outro? Não. Você tem que continuar combatendo”, pontuou, enfatizando a necessidade de uma ação ininterrupta e determinada contra o crime organizado, independentemente dos desafios impostos pela sua dinâmica.
A Infiltração do Crime em Esferas de Poder
O prefeito de Cuiabá também alertou para a abrangência da atuação dessas organizações, que, segundo ele, transcende as comunidades e pode atingir diferentes níveis e esferas de poder. Essa visão amplia a percepção do problema, indicando que a influência criminosa não se restringe às periferias.
“A origem do problema muitas vezes não está só no bairro. Às vezes está num tribunal, às vezes está num ministério, às vezes está numa Câmara Federal, às vezes está no Senado, às vezes está em prefeituras”, declarou Abilio Brunini, sugerindo uma infiltração sistêmica que exige um combate multifacetado e em diversas frentes para ser efetivo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
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