Projeto de lei foi criticado pelo promotor de justiça Vinícius Gahyva.
O deputado estadual Rafael Ranalli (PL) rebateu as críticas do promotor Vinícius Gahyva em relação ao seu projeto de lei (PL), que propõe condecorar agentes de segurança pública que defenderem a sociedade.
No projeto, que ficou conhecido como PL do Abate, fica estabelecido que, em caso de confronto, o policial que abater um criminoso será agraciado com a medalha Sargento PM, Odenil Alves Pedroso, executado na capital mato-grossense, em 28 de maio deste ano. O autor do crime segue foragido até o momento.
Ao comentar a proposta, Gahyva disse que o PL é populista e não pode se permitir que o direito de defesa da sociedade seja praticado dessa forma.
“Na sala, no ar-condicionado é fácil, queria ver estar no meio da ‘plateia’ do dia-a-dia, essa plateia é o cidadão de bem que está nas ruas atrás do ganha pão e vive a mercê do crime organizado, da bandidagem e das classes que defendem este tipo de vermes que estão nos matando”, declarou o deputado.
Ranalli ainda lamentou a crítica do projeto de lei, o que segundo ele é ir contra o trabalho da polícia e a Segurança Pública.
“É fácil criticar o trabalho da polícia e punir quem jurou defender a sociedade mesmo com o risco da própria vida. Infelizmente neste governo do partido das trevas, vemos o certo ser errado, bandido ter mais direito e defesa que policiais em serviço”, reforçou.
O deputado lembrou que somente em São Paulo, que possui um aparato de segurança pública maior que de Mato Grosso, nos dois primeiros meses deste ano foram registradas quatro mortes de policiais em um intervalo de Bdias, superando o total de agentes mortos por criminosos no primeiro trimestre de 2023 no estado da região Sudeste.
“Essa realidade está presente em todo o país, com leis frouxas, bandidos tendo regalias, polícia perdendo autonomia por pessoas assim, que estão dentro do MP, do Judiciário somente para punir quem trabalha e beneficiar o direito dos manos”.
“Bandido anda armado 24h, invade residências, empresas, mata o trabalhador, não cumpre a pena como deveria, e quando bate de frente com a polícia, se depende do Ministério Público, o policial tem que morrer para o bandido poder fugir. O mesmo MP quer punir o tenente-coronel da Polícia Militar, Otoniel Gonçalves Pinto, que matou um bandido para defender a sua família”, lembrou.
Por fim, Ranalli salientou que defende as instituições, porém, muita coisa precisa ser mudada.
“O problema não está nas instituições, e sim, em alguns membros que as compõem. Lamentável que pessoas usam de seus cargos para apoiar o errado e punir quem quer acabar com a criminalidade. Aí eles não jogam para a plateia, jogam para a esquerda e seus interesses”, concluiu.
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