Bruno Felipe / Com informações G1
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, na última sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por irregularidades e desvios na saúde.

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O vice-governador Cláudio Castro, o qual assume o cargo, é alvo de mandado de busca. As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves. A PGR pediu a prisão de Witzel, mas o STJ negou. “O grupo criminoso agiu e continua agindo, desviando e lavando recursos em plena pandemia da Covid-19, sacrificando a saúde e mesmo a vida de milhares de pessoas, em total desprezo com o senso mínimo de humanidade e dignidade”, destacou o ministro do STJ na decisão. O afastamento é uma das decisões da Operação Tris in Idem (“Três do mesmo”, em latim), que até a última atualização desta reportagem tinha prendido sete pessoas, entre elas, o Pastor Everaldo, presidente do PSC, e o ex-secretário Lucas Tristão. O governador e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel, também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção. O Ministério Público Federal (MPF) afirma ter encontrado diferentes formas de desvio. Uma delas era via o escritório de advocacia da primeira-dama. O escritório, que não tinha nenhum outro funcionário, recebeu R$ 554 mil suspeitos de ser propina para Witzel entre 13 de agosto de 2019 a 19 de maio de 2020, segundo o MPF. Desse montante, R$ 74 mil foram repassados diretamente para o governador. Witzel também está proibido de acessar às dependências do governo do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços. Witzel reagiu, citando perseguição e atacando a Procuradoria Geral da República (PGR). O governador afastado declarou, em um pronunciamento no Palácio Laranjeiras, que está “indignado”. “Mais uma vez quero manifestar a minha indignação e uma busca e apreensão e, mais uma vez, é uma busca e decepção. Não encontrou um real, uma joia, simplesmente mais um circo sendo realizado”, disse Witzel. |
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