Um servente de 23 anos voltou a ser preso por suspeita de tráfico de drogas na noite de quarta-feira, 8 de outubro, no bairro Altos da Serra, em Cuiabá. Identificado pelas iniciais M.B.S., o rapaz usava uma tornozeleira eletrônica que, segundo a Polícia Militar, estava desligada no momento da abordagem.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe RAIO 02 realizava motopatrulhamento na Avenida Governador Valadares quando visualizou o suspeito entregando um objeto ao motorista de um veículo escuro. A movimentação foi interpretada pelos policiais como típica de comércio de entorpecentes. Ao perceber a presença da viatura, M.B.S. teria se afastado rapidamente, o que motivou a intervenção imediata.
Durante a busca pessoal, os agentes encontraram seis porções de substância análoga à cocaína e R$ 71 em notas trocadas. Ainda conforme o registro policial, uma varredura nas imediações localizou, próximo a um medidor de água, uma sacola plástica contendo outras 18 porções de cocaína, um pedaço de maconha, uma porção de pasta base e duas balanças de precisão.
Versões divergentes
Os militares envolvidos relataram à Central de Flagrantes que a suspeita se confirmou com a descoberta das drogas e do material de pesagem, reforçando o indício de tráfico. Já o detido apresentou versão oposta. Em interrogatório, afirmou que se dirigia à Distribuidora do Sandro para comprar refrigerante quando foi abordado. Ele alega que apenas o dinheiro foi encontrado consigo e sustenta que os entorpecentes foram “plantados” pelos policiais após notarem sua tornozeleira eletrônica.
M.B.S. disse ainda que os agentes se afastaram para uma rua lateral e retornaram exibindo as drogas como se fossem de sua propriedade. O suspeito negou qualquer envolvimento com a venda de entorpecentes e ressaltou que o dispositivo de monitoração estava desligado por falha técnica.
Procedimentos e histórico
O delegado Gilson Silveira do Carmo ratificou a voz de prisão e lavrou o auto de prisão em flagrante com base no artigo 33 da Lei 11.343/2006. No despacho, o delegado observou que a quantidade de drogas e a presença de balanças indicam atividade de traficância.
Durante o interrogatório, o servente reconheceu que já respondeu processo por tráfico na capital mato-grossense e confirmou o uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial anterior. Registros policiais apontam que ele possui várias passagens pelo mesmo delito.
Considerando a reincidência e o risco de continuidade criminosa, a Polícia Civil representou pela conversão da custódia em prisão preventiva. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia e o inquérito seguirá na Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que irá concluir as investigações.
Até o fechamento desta reportagem, não havia informação sobre decisão judicial acerca do pedido de prisão preventiva ou sobre eventual análise técnica da tornozeleira eletrônica para verificar o motivo do desligamento.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de CONEXÃO MT
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