A psicóloga e empreendedora Cynthia Lemos, fundadora da Grandy Psicologia Empresarial, apresentou um roteiro prático para ajudar gestores a decidir se devem insistir no desenvolvimento de um colaborador ou optar pela demissão. O tema foi abordado em sua coluna quinzenal no portal RDNews.
Segundo Lemos, o ponto de partida é definir claramente o que cada função exige. A especialista recomenda que o líder identifique quais entregas mínimas a empresa necessita diariamente, que habilidades são essenciais para o cargo e que tipo de equilíbrio o setor depende desse profissional para manter o negócio em operação.
A psicóloga adverte que a escolha do funcionário não deve se basear apenas em simpatia ou afinidade. Ela sugere que o recrutamento considere comportamento, competências e atitudes indispensáveis para evitar contratações inadequadas. “Com uma análise prévia consistente, o risco de erro diminui consideravelmente”, registra.
Mesmo após um processo seletivo cuidadoso, podem surgir desempenhos abaixo do esperado. Nessas situações, Lemos orienta que o gestor aplique intervenções estruturadas. O modelo proposto prevê três ou quatro ciclos de feedback; se o colaborador não demonstrar reação positiva, o desligamento deve ser considerado.
Para avaliar se vale a pena continuar investindo, a especialista propõe observar dois fatores: o tempo real de que a empresa dispõe para aguardar os resultados e a força de vontade apresentada pelo funcionário. Caso haja empenho e progresso, o líder é aconselhado a reconhecer cada avanço e a ajustar a própria ansiedade por resultados imediatos.
A psicóloga lembra que, em muitos casos, dificuldades de relacionamento são o fator determinante para queda de desempenho. Como exemplo, cita o caso de um gerente que, após sessões de coaching, melhorou a interação com colegas, embora ainda apresentasse pontos de atenção em outros departamentos. “É essencial que o líder observe as evoluções na mesma proporção que as críticas”, destaca.
Na ausência de resposta a estímulos, Lemos considera que a relação de trabalho se torna desequilibrada. “Se dou um estímulo e não há reação, talvez já esteja morto — tão paralisado que delega aos outros a responsabilidade de encerrá-lo”, compara.
Por fim, a colunista afirma que a maturidade do gestor não está apenas em determinar quem será desligado, mas em sustentar o período entre “acreditar” e “desistir”. Para ela, o líder deve evitar agir apenas sob pressão e adotar uma visão que contemple as necessidades da empresa, da equipe e do indivíduo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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