CUIABÁ (MT) – O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes (PL) bateram de frente nesta terça-feira, 28, durante a abertura do Congresso Mundial da Carne, realizado na capital mato-grossense. Os dois, que pretendem disputar o Palácio Paiaguás em 2026 e buscam o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, trocaram críticas em pleno palco do evento que reuniu autoridades, empresários e representantes de cerca de 20 países.
Discurso de Wellington
Ao se dirigir aos participantes, Wellington cobrou mais atenção do poder público ao Pantanal. Relatou “abandono” da região e ressaltou as dificuldades enfrentadas pelo produtor pantaneiro, defendendo investimentos para aliar preservação ambiental e geração de renda. A fala ocorreu diante de plateia composta por pesquisadores do setor de proteína animal, investidores internacionais e gestores públicos.
Resposta de Pivetta
Em seguida, quando recebeu o microfone, Pivetta reagiu. Disse que o congresso era uma “excelente oportunidade para o senador se reciclar” sobre temas ligados à pecuária e à sustentabilidade, em referência direta às declarações do adversário. O comentário arrancou reações discretas da plateia e evidenciou o clima tenso entre os dois pré-candidatos.
Episódio da cadeira
Outro momento de constrangimento foi registrado por câmeras no auditório. Durante a fala de Pivetta, Wellington sentou-se na cadeira reservada ao vice-governador. Ao término, levantou-se para voltar ao lugar destinado a ele. Imagens mostram Pivetta tentando cumprimentar o senador, que virou as costas e seguiu para sua poltrona sem apertar a mão do vice-governador.
Entrevistas pós-evento
Depois da cerimônia, o vice-governador minimizou a situação. Questionado sobre o “conselho” dado a Wellington, respondeu que a recomendação foi “natural” diante de um tema fundamental para o Estado. Negou qualquer mal-estar: “Eu não tenho esse problema de clima, de química. Não sou suscetível a isso com o mesmo sexo”, declarou.
Wellington, por sua vez, afirmou ser “estudioso” e garantiu que busca atualização constante sobre questões ambientais e produtivas. O senador reconheceu ter se sentado na cadeira de Pivetta, classificou o gesto como casual e argumentou que divergências eleitorais “qualificam e aquecem o debate político”.
Corrida ao Paiaguás
Embora as eleições ainda estejam a quase um ano e meio de distância, Pivetta e Wellington já travam disputa pelos apoios da direita no Estado. A bênção de Bolsonaro, apontado como principal cabo eleitoral do segmento, é considerada estratégica por ambos. O Congresso Mundial da Carne, vitrine da cadeia pecuária mato-grossense, expôs mais uma vez a rivalidade que deve se intensificar nos próximos meses.
Com a troca de farpas em evento internacional, as articulações para 2026 ganharam novo capítulo e reforçaram o ambiente competitivo dentro do próprio grupo bolsonarista em Mato Grosso.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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