Cuiabá – O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), convocou sessão extraordinária para quarta-feira (21), às 15h, com o objetivo de votar o projeto do governo que prevê Recomposição Geral Anual (RGA) de 4,26% para o funcionalismo estadual em 2026.
Apesar de ter colocado o texto em pauta, o parlamentar ainda busca ampliar o índice. Servidores sustentam que há um passivo acumulado de 19,52% e pressionam por um percentual maior que a correção da inflação proposta pelo Executivo.
Busca por acordo com o Palácio Paiaguás
Em entrevista, Max Russi afirmou perceber “sensibilidade” por parte do governador Mauro Mendes (União Brasil) e relatou conversas também com o vice-governador. “Se obtivermos qualquer valor acima dos 4,26%, já será uma vitória para reduzir a defasagem que se arrasta há sete anos”, disse.
Parlamentares da base governista pretendem ir em bloco ao Palácio Paiaguás para reforçar o pedido de aumento. Na avaliação de Russi, a valorização dos servidores é um tema que mobiliza a Casa, sobretudo em ano eleitoral. Ainda assim, ele reconhece ser inviável atender integralmente à reivindicação de 19,52%.
Limites legais e risco de veto
Por tratar-se de despesa de pessoal, os deputados não podem elevar o percentual por iniciativa própria. Qualquer ajuste precisaria constar em um substitutivo do Executivo. Caso a Assembleia aprove emenda aumentando o índice, o governador mantém prerrogativa de vetar o trecho ou até judicializar a matéria, o que retardaria a aplicação do reajuste na folha de janeiro.
Mauro Mendes já declarou publicamente que “não recuará um milímetro” do projeto original, mas lideranças parlamentares apostam em negociação de última hora.
Pressão nas galerias
Categorias do serviço público estadual preparam manifestações a partir das 9h de quarta-feira, nas dependências da ALMT. Confirmaram presença servidores do Tribunal de Justiça, cujo aumento de 6,8% foi barrado, além de funcionários do Executivo, Tribunal de Contas e Ministério Público. O ato pretende pressionar os 24 deputados a aprovarem um índice superior ao proposto.
Com a sessão extra marcada, a expectativa é de votação ainda no mesmo dia. Se o texto for mantido como enviado pelo governo e aprovado, o reajuste de 4,26% será pago na folha referente a janeiro de 2026.
A mobilização dentro e fora do plenário, contudo, mantém aberta a possibilidade de alteração do percentual até o momento da apreciação, seja por acordo político ou por apresentação de substitutivo governamental.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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