O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato atual se encerra em maio de 2026. A nomeação ocorre em meio a críticas de Trump à atual política monetária do Fed.
Kevin Warsh é um nome já conhecido no Federal Reserve, tendo integrado a diretoria da instituição. Ele é considerado um aliado político de confiança do ex-presidente republicano. Warsh assumiu como membro do conselho do Fed em 24 de fevereiro de 2006, durante a administração de George W. Bush, permanecendo no cargo até 31 de março de 2011. Durante sua passagem, ele participou ativamente das decisões de política monetária adotadas pelo banco central durante a crise financeira internacional de 2008.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Donald Trump elogiou efusivamente seu indicado. “Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”, escreveu Trump. Ele acrescentou que Warsh é “o candidato perfeito para o cargo e nunca decepciona”.
Natural de Albany, Nova York, Kevin Warsh possui uma sólida formação acadêmica e profissional. Ele graduou-se em políticas públicas, com ênfase em economia e estatística, pela Universidade de Stanford em 1992. Em 1995, obteve seu diploma em Direito pela Universidade Harvard, onde focou nos estudos da relação entre direito, economia e regulação. Warsh também aprofundou seus conhecimentos em economia de mercado e de capitais na Harvard Business School e na Sloan School of Management, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Antes de sua primeira incursão no governo, Warsh trabalhou como vice-presidente e diretor-executivo da Morgan Stanley. Em fevereiro de 2002, ele deixou o banco para integrar a equipe do então presidente George W. Bush, atuando como assistente especial para política econômica e secretário-executivo do Conselho Econômico Nacional. Nesse período, ele forneceu consultoria à Casa Branca em áreas cruciais como mercados de capitais, sistema bancário, valores mobiliários e seguros.
A indicação de Warsh surge em um contexto de atritos entre Donald Trump e a atual liderança do Fed. Na quarta-feira (28), o banco central decidiu manter a taxa básica de juros no patamar entre 3,50% e 3,75%, decisão que foi publicamente desaprovada pelo ex-presidente. No dia seguinte, Trump intensificou seus ataques a Jerome Powell, chamando-o de “idiota” e utilizando o apelido “Tarde Demais” em uma publicação na Truth Social, buscando pressionar por uma redução imediata das taxas. Trump argumentou que a manutenção dos juros prejudica a segurança nacional e impõe custos adicionais de bilhões de dólares ao governo norte-americano.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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