Medida cautelar após eventos adversos
O Ministério da Saúde anunciou, na segunda-feira, 8 de junho de 2026, a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de dois óbitos entre pacientes que receberam o imunizante, além da notificação de 42 casos de reações adversas graves, sendo que três dessas pessoas precisaram ser hospitalizadas.
Embora a pasta tenha confirmado as ocorrências, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que, neste momento, não é possível estabelecer uma relação direta de causalidade entre a vacina e os eventos fatais. O objetivo da interrupção é garantir a segurança da população enquanto uma investigação técnica aprofundada é conduzida por um comitê de especialistas.
Investigação e segurança sanitária
O comitê responsável pela análise terá a missão de apurar as circunstâncias dos óbitos e das reações adversas, buscando identificar possíveis fatores de risco específicos entre os pacientes afetados. O ministro Alexandre Padilha reafirmou a confiança do governo na capacidade técnica do Instituto Butantan para colaborar com o processo de investigação.
As autoridades reforçam que a vacinação permanece como uma estratégia central para o controle da dengue no país. A medida de suspensão é tratada como uma ação de precaução, alinhada aos protocolos de vigilância sanitária para assegurar a integridade dos imunizantes distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Impacto no calendário de vacinação
A suspensão é restrita ao imunizante produzido pelo Instituto Butantan. A vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda, segue disponível na rede pública de saúde, garantindo que a população mantenha o acesso a uma alternativa de proteção contra o vírus. O imunizante do Butantan havia sido incorporado ao SUS em janeiro de 2026.
Dados oficiais indicam que, até o final de maio de 2026, mais de 500 mil doses da vacina desenvolvida pelo instituto brasileiro já haviam sido administradas em todo o território nacional. Tanto o Ministério da Saúde quanto a Anvisa seguem monitorando o cenário e prometem transparência na divulgação de novas atualizações sobre o caso.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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