A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) registrou um recuo significativo em sua posição no prestigiado ranking mundial de universidades elaborado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Na edição de 2026, divulgada na última segunda-feira (1º), a instituição mato-grossense aparece na 1.778ª colocação entre as melhores do planeta, representando uma queda de 33 posições em relação ao levantamento anterior, quando ocupava o 1.745º lugar.
Este declínio da UFMT não é um caso isolado, mas sim um reflexo de uma tendência observada na maioria das universidades brasileiras avaliadas. O relatório do CWUR aponta que 45 das 52 instituições de ensino superior do país presentes na lista perderam posições nesta edição, o que corresponde a impressionantes 87% do total. Esse cenário levanta discussões sobre os desafios enfrentados pelo ensino superior nacional em um contexto global cada vez mais competitivo.
Desempenho das Instituições Brasileiras no Cenário Global
No panorama nacional, a Universidade de São Paulo (USP) mantém sua liderança como a instituição brasileira mais bem classificada, figurando na 119ª posição mundial, apesar de também ter registrado uma queda em comparação com a avaliação anterior. Em seguida, destacam-se a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ocupa o 346º lugar, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na 379ª colocação. A UFMT, por sua vez, posiciona-se como a 43ª entre as instituições brasileiras que compõem o ranking, evidenciando a necessidade de estratégias para reverter o quadro de declínio.
Fatores por Trás da Queda e a Competição Internacional
De acordo com a entidade responsável pelo ranking, o recuo generalizado das universidades brasileiras está diretamente ligado a dois fatores principais: o desempenho em pesquisa científica e o aumento da concorrência internacional. Instituições de outros países, muitas vezes com maiores investimentos em ensino superior e produção acadêmica, têm avançado, dificultando a manutenção ou ascensão das universidades brasileiras. A falta de recursos e a necessidade de modernização das infraestruturas de pesquisa são pontos cruciais que impactam a capacidade de inovação e publicação científica.
Lideranças Mundiais e Metodologia de Avaliação
No cenário internacional, a hegemonia permanece inalterada. A Universidade Harvard, nos Estados Unidos, consolidou sua posição de liderança pelo 15º ano consecutivo. O pódio global é completado por outras duas renomadas instituições americanas: o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Stanford, que se destacam pela excelência acadêmica e impacto global.
Para a elaboração do ranking, o CWUR emprega uma metodologia rigorosa que considera diversos indicadores. Entre eles, estão a qualidade da educação oferecida, a empregabilidade dos ex-alunos no mercado de trabalho, a qualificação e o impacto do corpo docente, e, crucialmente, o desempenho em pesquisa científica. Nesta edição, mais de 21 mil instituições de ensino superior de todo o mundo foram minuciosamente analisadas, tornando o levantamento um dos mais abrangentes e respeitados globalmente.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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