O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (6) que a frota do transporte coletivo da capital será substituída paulatinamente por veículos elétricos, conforme determina o contrato de concessão firmado na gestão anterior. O acordo, com duração de 30 anos, estabelece prazos para que as empresas façam os investimentos necessários sem impacto imediato nas operações.
“O contrato prevê a troca por ônibus elétricos, mas existe um cronograma definido. As concessionárias terão tempo para buscar financiamento e adquirir os novos modelos”, explicou o chefe do Executivo durante coletiva no pátio de uma das garagens do sistema.
41 ônibus convencionais entram em circulação
No mesmo evento, Brunini entregou 41 novos veículos que passam a operar na próxima semana. Os coletivos estão equipados com ar-condicionado, câmeras de segurança com reconhecimento facial e itens de acessibilidade. Segundo o prefeito, a exigência desses dispositivos está descrita no contrato e é fiscalizada pela prefeitura.
A compra dos ônibus, no entanto, é de responsabilidade exclusiva das concessionárias. “O município não paga pelo veículo. Cabe às empresas escolher modelos, negociar preço e buscar financiamento. A prefeitura remunera o serviço pelo número de passageiros transportados”, disse Brunini.
Subvenção tarifária de R$ 6,65 por passagem
Durante a coletiva, o prefeito detalhou o custo do sistema. Cada viagem custa R$ 11,60, mas o usuário desembolsa R$ 4,95. A diferença de R$ 6,65 é coberta por subsídio municipal. Brunini argumenta que a renovação gradual da frota, inclusive a futura adoção de ônibus elétricos, tende a reduzir despesas operacionais, abrindo margem para equilibrar a tarifa ao longo dos anos.
“Veículos mais modernos consomem menos e exigem menos manutenção. Quando chegarmos aos elétricos, o ganho de eficiência será ainda maior”, afirmou, sem indicar datas para início das substituições.
Contrapartidas e fiscalização
O contrato estabelece padrões de conforto, segurança e acessibilidade. Entre as obrigações estão ar-condicionado, elevador para cadeirantes, videomonitoramento e assentos prioritários. O descumprimento de qualquer item pode gerar multas e outras sanções às concessionárias.
Questionado sobre eventuais sobrecostos para implantar ônibus elétricos, Brunini reforçou que o investimento é privado. “A prefeitura cobra a qualidade do serviço. O modelo de negócio prevê que as empresas amortizem o investimento ao longo do prazo de concessão”, completou.
Com a entrega dos 41 novos ônibus e a meta de eletrificar a frota no longo prazo, a gestão municipal aposta em maior eficiência energética, menor emissão de poluentes e melhoria na experiência dos usuários.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
- Morador reage à invasão de residência, atira contra suspeito e caso será investigado em Alta Floresta - 6 de julho de 2026
- Marcha para Jesus reúne fiéis e espera Flávio Bolsonaro - 20 de junho de 2026
- Governo de MT fecha pacto com Cuiabá e VG para ampliar saúde e educação - 3 de junho de 2026
↓ OUÇA AO VIVO - RÁDIO ADRENALINA ↓
↓ BAIXE GRÁTIS O APP NESTE BANNER ↓
Entre no grupo MatoGrossoAoVivo do WhatsApp e receba notícias em tempo real - (CLIQUE AQUI) -







Assine o Canal










Adicionar comentário