A Justiça de Rondônia decretou, neste sábado (7 de outubro), a prisão preventiva de João Júnior, principal suspeito do assassinato da professora e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos Lima Santiago, de 41 anos. O trágico incidente ocorreu na noite da última sexta-feira (6 de outubro), dentro de uma sala de aula da Faculdade Metropolitana, localizada na capital Porto Velho, causando grande repercussão na comunidade local.
Juliana Mattos Lima Santiago foi fatalmente atingida por múltiplos golpes de faca. Apesar de ter sido prontamente socorrida após o ataque, ela não resistiu aos graves ferimentos e faleceu. João Júnior, que é aluno da mesma instituição de ensino onde o crime se desenrolou, foi detido em flagrante pela polícia logo após o ocorrido.
Na manhã de sábado (7), durante a audiência de custódia, o Ministério Público Estadual (MPE) argumentou a favor da manutenção da prisão do suspeito, solicitando a conversão da detenção em flagrante para prisão preventiva. A justificativa apresentada pelo MPE foi a garantia da ordem pública, classificando o ato como “covarde” e reiterando o compromisso de atuar com firmeza na completa apuração dos fatos.
Em um comunicado oficial, o Grupo Aparício Carvalho, mantenedor da Faculdade Metropolitana, manifestou seu profundo pesar e consternação pela perda. A instituição fez questão de ressaltar que a brutalidade do ocorrido não tem o poder de apagar o notável legado deixado pela professora Juliana, cuja trajetória profissional foi sempre uma referência de excelência acadêmica, ética e dignidade para toda a comunidade.
A Assembleia Legislativa de Rondônia também expressou sua veemente indignação diante da morte da professora. O parlamento estadual enfatizou a inadmissibilidade de que mulheres continuem a ser vítimas de violência, especialmente em ambientes que deveriam ser santuários de conhecimento e diálogo, como as instituições de ensino, que são pilares para a construção de futuros.
Até o momento da publicação desta reportagem, a equipe jornalística não conseguiu estabelecer contato com a defesa de João Júnior, o acusado pelo homicídio da professora Juliana Mattos Lima Santiago.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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