Raffael Amorim de Brito, 31 anos, apontado como autor do homicídio do sargento da Polícia Militar de Mato Grosso Odenil Alves, 47, foi transferido do Rio de Janeiro para Cuiabá na tarde de sábado (7/2). A operação de recambiamento durou cerca de nove horas e contou com efetivo do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e das Polícias Civil, Militar e Penal.
O acusado desembarcou no hangar do Ciopaer, no Aeroporto Marechal Rondon, em uma aeronave King Air 250. Sob forte escolta, seguiu diretamente para a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento.
Procedimentos após a chegada
Concluído o interrogatório, Brito passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, foi levado à Penitenciária Central do Estado, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto responde pelo assassinato ocorrido em maio de 2024.
Busca ininterrupta
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, afirmou que a captura foi prioridade desde a morte do sargento. “Cumprindo determinação do governador Mauro Mendes, não paramos um dia sequer até localizá-lo”, disse. De acordo com Roveri, agentes de inteligência permaneceram no Rio de Janeiro após confirmarem que o foragido se escondia em uma comunidade. A prisão ocorreu em 7 de janeiro, no momento em que o suspeito e outros comparsas se preparavam para praticar um roubo.
Roveri ressaltou que Brito possui extensa ficha criminal e responderá por todos os delitos atribuídos a ele. “Em Mato Grosso trabalhamos com tolerância zero. Se o crime foi cometido aqui, vamos buscar o responsável onde estiver”, declarou.
Casos semelhantes
Para exemplificar a atuação fora do estado, o secretário citou a prisão de Silvio Junior Peixoto, detido em Minas Gerais pelo duplo homicídio ocorrido em novembro de 2023 dentro de um shopping popular em Cuiabá. Peixoto foi julgado em 2025 e condenado a 23 anos e quatro meses de prisão.
Motivação ainda é investigada
Com Brito recolhido, a polícia concentra esforços em esclarecer a motivação do assassinato do sargento Odenil. “A família, a sociedade e as forças de segurança querem entender por que ele matou, de forma fria, um policial que cumpria seu dever”, afirmou Roveri.
O inquérito segue em andamento na DHPP, que deverá reunir novos depoimentos e elementos de prova antes de encaminhar o caso ao Ministério Público.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de News Google
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