Porto Velho (RO) – A professora de Direito Juliana Mattos Lima Santiago, 41 anos, foi morta a facadas dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) na noite de quinta-feira (6.fev.2026). O autor, segundo a Polícia Civil, é o aluno João Cândido da Costa Junior, 26, que utilizou a mesma faca entregue pela vítima para cortar um doce de amendoim levado à turma um dia antes.
De acordo com o boletim de ocorrência, professor e aluno mantiveram um relacionamento amoroso de aproximadamente três meses. Junior contou aos investigadores que, nas últimas semanas, notou um afastamento de Juliana, como mensagens não respondidas e menos contato presencial. O estopim teria sido um status publicado pela docente ao lado do ex-companheiro em uma rede social, o que lhe provocou ciúmes e forte abalo emocional.
A faca — descrita pela polícia como pontiaguda, tipo punhal — estava dentro do recipiente que acomodava o doce. Juliana entregou o utensílio a Junior para que ele repartisse o alimento entre os colegas. Na noite seguinte, por volta das 21h50, o estudante aguardou a saída dos demais alunos para permanecer a sós com a professora, dando início a uma conversa sobre o término do relacionamento.
Testemunhas ouviram gritos e barulho de cadeiras sendo arrastadas antes de ver diversos estudantes correndo pelos corredores. Quando entraram na sala, encontraram Juliana gravemente ferida, enquanto o agressor tentava fugir. A vítima foi encaminhada em veículo particular ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas chegou sem vida. Laudo preliminar aponta duas perfurações no tórax — uma no lado direito e outra no esquerdo — além de laceração no braço direito.
Populares conseguiram deter Junior em outra sala do prédio até a chegada da Polícia Militar. Os agentes o encontraram sentado, com as mãos atrás do corpo, apresentando lesões no braço esquerdo e na perna direita. Durante o depoimento na delegacia, o acusado admitiu que esperou o momento em que ficaria sozinho com a professora, o que a investigação interpreta como indício de premeditação e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Após a confissão, o estudante recebeu voz de prisão em flagrante por homicídio qualificado, permanecendo à disposição da Justiça de Rondônia. A Fimca informou que colabora com as autoridades e decretou luto oficial. O corpo de Juliana será velado em Porto Velho, ainda sem horário divulgado pela família.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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