Brasília (DF) – O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, Guilherme Antonio Maluf, esteve no Ministério da Saúde na última quinta-feira (5) para acertar os detalhes finais de um Acordo de Cooperação Técnica que vai criar ferramentas de acompanhamento dos Planos Municipais de Saúde em todo o país.
O encontro contou com representantes da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Instituto Rui Barbosa (IRB) e do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), parceiro direto na iniciativa. A proposta prevê o desenvolvimento de um dashboard que reunirá informações do Sistema Único de Saúde (SUS) e permitirá que todos os tribunais de contas monitorem a execução dos planos municipais, transformando dados em indicadores estratégicos para apoiar decisões dos gestores públicos.
Auditoria em saúde digital
Durante a reunião também foi discutida a realização de uma auditoria nacional em saúde digital, prevista para 2026. A ação deve envolver o Ministério da Saúde, o Tribunal de Contas da União (TCU) e os tribunais de contas estaduais. O objetivo é avaliar tecnologias e sistemas de informação do SUS, com foco na harmonização e na interoperabilidade das plataformas. A auditoria terá como base um diagnóstico nacional concluído em 2025 por meio da parceria firmada entre as instituições.
Segundo Maluf, a cooperação deve priorizar soluções de baixo custo, intercâmbio de informações e integração entre União, estados e municípios. “A partir dos dados integrados, poderemos orientar melhor os gestores e melhorar o atendimento à população”, afirmou o conselheiro.
Combate à hanseníase
Outro tema levado por Maluf ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi o enfrentamento da hanseníase. O conselheiro defendeu que Mato Grosso, estado com o maior índice de detecção da doença no país, seja piloto de uma estratégia nacional. Padilha sinalizou positivamente e agendou a continuidade do diálogo técnico após um evento nacional sobre hanseníase marcado para março.
O TCE-MT já incluiu os indicadores da doença como item obrigatório na análise das prestações de contas dos municípios. Também promove reuniões com especialistas, distribui cartilhas informativas e orienta prefeituras em ações específicas de combate. Em novembro de 2025, a Corte de Contas determinou que o governo estadual e todas as prefeituras apresentem planos emergenciais com metas, orçamento e mecanismos de monitoramento para reduzir a incidência da enfermidade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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