Brasília – O ex-ministro da Saúde e presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, atribuiu à “perseguição implacável” que, segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro vem sofrendo, a queda registrada na noite de segunda-feira (6). O episódio ocorreu enquanto o ex-chefe do Executivo se encontrava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso preventivamente.
Em mensagem publicada nas redes sociais, Queiroga classificou a situação como “crueldade sem limites” e afirmou que o desgaste emocional provocado pelas investigações teria levado Bolsonaro a um estado de estresse extremo, resultando no acidente. “O Brasil assiste a uma perseguição implacável e a um julgamento injusto que vêm causando intenso abalo psicológico em um homem com histórico clínico grave”, escreveu.
Problemas de saúde listados
O médico relembrou as consequências do atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018, enfatizando que o ex-presidente já se submeteu a diversas cirurgias abdominais e, recentemente, passou por um procedimento para correção de hérnias relacionadas ao ferimento inicial. Além disso, citou o diagnóstico de apneia do sono, condição que, segundo ele, eleva o risco de eventos cardíacos e morte súbita.
“Nenhuma disputa política justifica colocar uma vida em risco”, acrescentou Queiroga, reiterando que as medidas judiciais impostas ao seu correligionário ferem a dignidade da pessoa humana.
Versão de Michelle Bolsonaro
Na tarde desta terça-feira (7), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou o marido na sede da PF. Na saída, informou que ele “caiu da cama enquanto dormia e bateu a cabeça” durante uma crise, sem detalhar a natureza do problema. Segundo ela, o ex-presidente recebeu atendimento médico no local e passa bem, embora ainda apresente dores na região onde houve o impacto.
Michelle relatou que a família permanece preocupada com o estado psicológico de Bolsonaro, mas evitou comentar o conteúdo das investigações em curso. O ex-mandatário é alvo de inquérito que apura suposta tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Apoio de aliados
Parlamentares e dirigentes do PL reforçaram as críticas de Queiroga nas redes sociais, afirmando que as condições de custódia comprometem a saúde do ex-presidente. O partido estuda, segundo interlocutores, ingressar com novo pedido de habeas corpus citando o episódio da queda como demonstração de fragilidade clínica.
Até o momento, a Polícia Federal não se pronunciou oficialmente sobre as circunstâncias da queda nem sobre eventuais mudanças no regime de detenção. A defesa de Bolsonaro também não divulgou boletim médico atualizado.
Apesar das críticas, integrantes do governo argumentam que o ex-mandatário recebe atendimento adequado e está sob monitoramento constante desde que foi preso. A expectativa é de que laudos médicos sejam juntados aos autos nas próximas horas para subsidiar eventual decisão judicial sobre sua permanência na carceragem da PF.
A equipe de Bolsonaro não informou se ele será encaminhado a hospital externo ou se continuará em observação dentro da unidade policial. Novas avaliações devem ocorrer até o fim da semana.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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