O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta terça-feira (10) para cumprir 20 mandados de prisão preventiva. A ação tem como alvo o bicheiro Rogério de Andrade e indivíduos que integravam seu núcleo de segurança, com atuação predominante na região de Bangu, na zona oeste da capital fluminense.
Entre os denunciados pelo MPRJ, foram identificados 18 policiais, incluindo militares e penais – alguns já fora de atividade –, além de um policial civil, que iniciou sua participação na organização criminosa enquanto ainda estava no cargo.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital, atendendo a um pedido do Gaeco/MPRJ. As diligências estão sendo realizadas em diversas cidades do Rio de Janeiro, como a capital, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Além disso, a operação se estende à Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde Rogério Andrade já se encontra detido.
A execução da operação conta com o apoio estratégico da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Corregedoria da Polícia Civil.
Atuação e Acusações do Grupo
De acordo com as investigações do Gaeco, os acusados eram responsáveis pela segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na área de Bangu. Eles se utilizavam de um esquema sistemático de corrupção para assegurar a livre atuação e a impunidade do grupo criminoso. Os alvos da operação enfrentarão acusações pelos crimes de organização criminosa armada, cuja pena é agravada pelo envolvimento de funcionários públicos e pela conexão com outras organizações, além de corrupção ativa e passiva.
Os policiais militares que são alvo da denúncia estavam lotados em diferentes unidades, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e os 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões de Polícia Militar (BPM).
Histórico de Rogério de Andrade
Rogério Andrade, figura conhecida no cenário do jogo do bicho, está preso na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde novembro de 2024. Ele é sobrinho de Castor de Andrade, que foi um dos principais chefes do jogo ilegal no Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor faleceu em 1997 em decorrência de uma doença cardíaca.
A morte de Castor de Andrade desencadeou uma série de disputas familiares pela herança e pelo controle das atividades ilícitas. Entre os envolvidos nessa disputa, destacam-se Paulinho de Andrade, filho de Castor, assassinado na Barra da Tijuca em 1998 – crime que foi atribuído a Rogério – e Fernando Iggnácio, que era casado com a filha de Castor e também foi assassinado.
Rogério Andrade foi novamente preso em outubro de 2024, acusado de ser o mandante do assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. O homicídio de Iggnácio se deu no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes. Ele havia acabado de desembarcar de um helicóptero, retornando de sua residência de praia em Angra dos Reis, quando foi atingido por três tiros de fuzil, sendo um deles na cabeça, morrendo instantaneamente. O atirador estava emboscado em um terreno baldio adjacente ao heliporto.
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