Cuiabá (MT) – A Câmara Municipal aprovou nesta semana o projeto de lei que reconhece a farofa de banana como patrimônio cultural de natureza imaterial do município. A iniciativa é de autoria da presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), e tem como meta preservar uma das iguarias mais emblemáticas da culinária local.
Com a aprovação, o prato típico passa a ser protegido como símbolo da identidade cuiabana, assegurando que sua história, ingredientes e modo de preparo sejam transmitidos às próximas gerações. O texto segue agora para sanção do Executivo e entrará em vigor após publicação no Diário Oficial.
Empreendedora comemora reconhecimento
A oficialização foi celebrada por empreendedores que atuam na difusão da gastronomia regional. Entre eles está Helena Scaff, proprietária da Minha Terra Alimentos, empresa que há mais de dez anos leva a farofa de banana de Cuiabá para diversos estados brasileiros.
Helena soube da aprovação por meio de uma reportagem enviada por uma amiga e fez questão de agradecer pessoalmente à vereadora. “Alguém precisava valorizar um produto que não é apenas culinária, é cultura, é identidade. A farofa de banana representa a história do nosso povo”, afirmou a empresária, recordando a origem do prato na época da Guerra do Paraguai, quando a população combinava farinha de mandioca com banana para driblar a escassez de alimentos.
Durante a visita ao gabinete, Helena presenteou Paula Calil com um kit de farofas, destacando a manutenção da receita tradicional e a qualidade do produto. A parlamentar retribuiu o gesto ressaltando que a soma de esforços entre Poder Público e iniciativa privada fortalece as raízes cuiabanas e impulsiona a economia local.
Origem histórica do prato
A farofa de banana surgiu em Mato Grosso, especialmente na região de Cuiabá, no período da Guerra do Paraguai (1864–1870). A escassez de insumos vindos de outras partes do país estimulou a criatividade dos moradores, que passaram a misturar a banana, abundante na região, à farinha de mandioca. O preparo simples ganhou espaço nas mesas familiares e, ao longo dos anos, tornou-se presença constante em almoços, festas e restaurantes típicos.
Próximos passos
Com a lei aprovada, caberá à Prefeitura promover ações que garantam a preservação da receita original, incentivar eventos gastronômicos e apoiar produtores que baseiam seus negócios na farofa de banana. A medida também abre portas para campanhas de divulgação nacional e internacional, reforçando o turismo e a cultura regional.
A expectativa é de que a sanção aconteça nos próximos dias. Depois de publicada, a lei consolidará oficialmente a farofa de banana como um patrimônio imaterial, selando o reconhecimento de um prato que, além de sabor, carrega séculos de história cuiabana.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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